24 de mar de 2007

Perdi um amigo Shrek


Talvez achem estranho, mas quem conheceu o personagem vai se lembrar e assemelhar com meu amigo Carlitão: aquele mesmo que visitei a pouco tempo na cidade de Ilhéus , local onde nasceu meu filho Daniel, e a quem prestei uma singela e sincera homenagem.

Infelizmente ou não, foi escalado para jogar no time celestial. Azar foi o dele. Precisavam de um ponta arrojado, rompedor e com um chute fora do comum, e aí começaram as negociações para a compra do seu passe.

Carlitão, homem de uma só palavra , batalhador e determinado, resistiu com todas suas forças, tentando adiar sua transferência. A negociação foi longa e exaustiva, e mesmo relutante, por ser fiel à família e ao seu time, acabou aceitando a proposta de levar uma vida eterna, oferecida pelo Esporte Clube Celestial.

Para minha profunda tristeza, dos seus entes queridos e amigos, ele acabou partindo no dia 21 de março, deixando muitas saudades. Mas apesar de tudo, tenho comigo que, após tanta indefinição e sofrimento, esta tenha sido a finalização mais sensata.

Assim como o Shrek, ele era um amigo brincalhão e bem humorado, querido por todos e dono de uma personalidade e caráter único. Tenho absoluta certeza de que , muito em breve, ele estará brilhando em alguma constelação estelar. Só espero que não precisem, tão logo, de um centroavante.

Faço essa brincadeira com o coração doído pela perda de um amigo-irmão. Associei sua imagem ao ogro Shrek, porque na verdade Carlitão era um sujeito todo especial. Agitado, e até carismático pela sua maneira de ser, era ligado em 1.000 volts, fazendo com que todos ficassem esguios para não tomarem um choque. Suas “caronas”, sabidamente conhecidas, eram todas interligadas pelo bairro do Malhado. Cobrava e aceitava, humildemente. a companhia de quem quer que fosse, sem sequer usar da discriminação como um álibi para seus erros.

Uma de suas atitudes mais louváveis era o fato de ser extremamente dedicado à família. Na sua vida profissional, como fiscal do Banco do Brasil, foi um funcionário exemplar e incorruptível, encarando tudo e a todos com muita seriedade.

Portanto, adeus amigo. Só vou ter pena dos anjinhos que ficarem na barreira.
E não se esqueça: não quero ser artilheiro celestial.

Que Deus o tenha. Amém.



Para o meu amigo-irmão, onde quer que esteja.

18 de mar de 2007

Dança das Messalinas

Pronto, lá venho eu para o presente discorrer sobre um assunto que lembra muito o passado. Será que Nero voltou? As chamas da vergonha e dos insanos parecem arder novamente.
Vocês se lembram do Roberto Gomes Pedrosa e João Mendonça Falcão, aqueles mesmos que nos finais de campeonato reuniam-se, em suas salas privativas, com seus apaniguados do "trio de ferro", para o famoso "par ou ímpar", decidindo quem seria o campeão paulista da vez ?
Foi então que surgiu um novo Messias - o Santos Futebol Clube de Pelé -, para interromper a dança das messalinas, e também com seu cajado abrir novos oceanos, levando as glórias até mecas mais distantes.

Ainda divagando , vamos supor que ao invés do Messias tenha sido um Sansão, e de vez em quando aparecia uma Dalila (Germinal Alba, Estebam Marino e outros) para lhe cortar a juba e interromper um seqüencial quase inevitável, tal era sua força. E que, num determinado tempo, chegou ao cúmulo de contratar algumas "delas" para se resguardar daqueles do "Senadinho", da época.
E hoje, descaradamente, ainda sob a égide daquele passado doentio, a Federação afirma que o estádio do Morumbi é neutro.

Que eu saiba, dentro do Estado de São Paulo só existe um campo neutro: o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Mais conhecido como Estádio do Pacaembu, no passado serviu de palco para todos os grandes clássicos, com média de público de aproximadamente 70 mil torcedores, muito diferente da média atual que é de, no máximo, 35 mil pessoas por jogo, motivo mais do que suficiente para que os futuros clássicos ali aconteçam.

Quem sabe, por tantos desmandos, não estamos regredindo no tempo, e a cada jogo os campos de futebol se transformam em autênticas arenas com seus portentosos gladiadores, quando a um simples gesto do polegar, indicando positivo ou negativo, é dado o veredicto.
Na Argentina, praticou-se até o absurdo de realizar-se um jogo de uma só torcida, mas fora do estádio aconteceu uma verdadeira batalha campal.

Portanto, sabemos que é um problema sócio-cultural de quase toda humanidade. Coíbe-se a força, ou se contém os ânimos exaltados apenas com a disciplina.
A indisciplina deu-se, como ficou patente no último jogo entre o Santos e São Paulo F. Clube, na Vila Belmiro, por conta da própria polícia que, inadvertidamente, alojou a torcida uniformizada do São Paulo ao lado da torcida do Santos, e deu no que deu. Até um vaso sanitário voou.

Negativo para o presidente da Federação Paulista de Futebol e positivo para os homens de bom senso, pois o que faltou, na verdade, foi "juízo", ou será que teremos de aguardar o "juízo final".
Música, maestro...
Abraços do Gigi

8 de mar de 2007

O misterioso mundo das mulheres

Não quero versar sobre as mulheres de forma clássica , mesmo porque já o fazem desde Shakespeare até Chacrinha, mas na verdade, gostaria de desvendar este intrigante "mundo das mulheres". Qual foi o homem que não se curvou diante de uma mulher na busca de um afago, um ombro , um colo , ou até mesmo no deleite de seu gozo, resolver todos os seus problemas. Que atire a primeira pedra quem nunca se submeteu à vontade de uma mulher.



Se analisarmos a história da humanidade , veremos que atrás de todo grande homem sempre existiu uma mulher , mesmo que para o bem ou para o mal . Lugar de mulher não é mais na cozinha. Hoje, brilhantemente participativas e antenadas em todos os segmentos sociais, se infiltrando de forma majestosa no tão cobiçado "barraco do bolinha", conquistando assim, em definitivo, sua posição de igualdade com os homens . A atuação de algumas parlamentares, tanto no Senado como na Câmara de Deputados , criando leis igualitárias de grande repercussão, é admirável. Não podemos esquecer da nossa brilhante Ministra Ellen Gracie, a primeira mulher a integrar e comandar o todo poderoso Supremo Tribunal Federal .


Pois é.... elas conseguem fazer tudo que um homem faz, e ainda por luxo usando salto alto.


Já no campo do esporte, que é a essência deste blog, elas conseguem jogar, apitar, bandeirar, comandar um time de futebol, e acreditem se quiser, fazem até gols, deixando muito barbudo de boca aberta. Está aí a Marta, a melhor jogadora de futebol do mundo, que não me deixa mentir.
Na verdade, meu desejo é homenagear a todas sem distinção, mas em especial, aquelas musas que se destacaram como verdadeiras atletas e dignas de todo nosso apreço.


Pelo dia de hoje, me curvo solenemente perante vocês, mas antes quero mencionar algumas intrépidas atletas que fizeram a diferença, em suas categorias:


Marta - atacante de futebol - (assistir vídeo)


Mariana Brochado (que ironia, hein) - natação


Ana Paula - Vôlei de Praia


Edith Hunkeler - corrida de cadeirantes


Daiane do Santos - ginasta - (assistir vídeo)



Fernanda Keller - Triatleta


Hortência - Musa do Basquete

Sharapova - Tenista

Layne Beachley- heptacampeã mundial de surf



Um grande abraço à todas. Gigi