18 de mar. de 2007

Dança das Messalinas

Pronto, lá venho eu para o presente discorrer sobre um assunto que lembra muito o passado. Será que Nero voltou? As chamas da vergonha e dos insanos parecem arder novamente.
Vocês se lembram do Roberto Gomes Pedrosa e João Mendonça Falcão, aqueles mesmos que nos finais de campeonato reuniam-se, em suas salas privativas, com seus apaniguados do "trio de ferro", para o famoso "par ou ímpar", decidindo quem seria o campeão paulista da vez ?
Foi então que surgiu um novo Messias - o Santos Futebol Clube de Pelé -, para interromper a dança das messalinas, e também com seu cajado abrir novos oceanos, levando as glórias até mecas mais distantes.

Ainda divagando , vamos supor que ao invés do Messias tenha sido um Sansão, e de vez em quando aparecia uma Dalila (Germinal Alba, Estebam Marino e outros) para lhe cortar a juba e interromper um seqüencial quase inevitável, tal era sua força. E que, num determinado tempo, chegou ao cúmulo de contratar algumas "delas" para se resguardar daqueles do "Senadinho", da época.
E hoje, descaradamente, ainda sob a égide daquele passado doentio, a Federação afirma que o estádio do Morumbi é neutro.

Que eu saiba, dentro do Estado de São Paulo só existe um campo neutro: o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Mais conhecido como Estádio do Pacaembu, no passado serviu de palco para todos os grandes clássicos, com média de público de aproximadamente 70 mil torcedores, muito diferente da média atual que é de, no máximo, 35 mil pessoas por jogo, motivo mais do que suficiente para que os futuros clássicos ali aconteçam.

Quem sabe, por tantos desmandos, não estamos regredindo no tempo, e a cada jogo os campos de futebol se transformam em autênticas arenas com seus portentosos gladiadores, quando a um simples gesto do polegar, indicando positivo ou negativo, é dado o veredicto.
Na Argentina, praticou-se até o absurdo de realizar-se um jogo de uma só torcida, mas fora do estádio aconteceu uma verdadeira batalha campal.

Portanto, sabemos que é um problema sócio-cultural de quase toda humanidade. Coíbe-se a força, ou se contém os ânimos exaltados apenas com a disciplina.
A indisciplina deu-se, como ficou patente no último jogo entre o Santos e São Paulo F. Clube, na Vila Belmiro, por conta da própria polícia que, inadvertidamente, alojou a torcida uniformizada do São Paulo ao lado da torcida do Santos, e deu no que deu. Até um vaso sanitário voou.

Negativo para o presidente da Federação Paulista de Futebol e positivo para os homens de bom senso, pois o que faltou, na verdade, foi "juízo", ou será que teremos de aguardar o "juízo final".
Música, maestro...
Abraços do Gigi

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