26 de abr de 2007

Bate bola com Araras



Em entrevista exclusiva para este blog, meu amigo Araras revelou algumas particularidades interessantes a respeito de sua vida pessoal e profissional.

Blog: Atualmente, quem é o melhor jogador de futebol?
Araras: Gosto muito do Alex, ex-Palmeiras e Cruzeiro, hoje jogando na Turquia.

Blog: A diferença do futebol brasileiro para o estrangeiro
Araras: A hegemonia do futebol sempre foi nossa, portanto os jogadores brasileiros são bem superiores aos estrangeiros. Haja vista, sempre a presença de jogadores brasileiros na disputa do troféu de melhor do mundo.

Blog: Sobre a extinção da várzea, qual a sua opinião?

Araras: O fim do craque. As condições dos gramados, as disputas que eram quase sempre acirradas, o pé no chão, enfim, isso tudo contribuía para o aprimoramento do craque.
Blog: Um jogador que você viu na várzea e que te agradou?
Araras: O excelente Denílson, com 13 anos jogando nos cafundó de Diadema.
Blog: Algum arrependimento?
Araras: O único arrependimento foi não aceitar jogar no Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, quando da minha transferência para o Rio.
Blog: Seu filho não quis seguir os seus passos?
Araras: Queria, e muito, mas faço aqui a minha “mea culpa”, pois acabei sendo relapso com meu filho Rodrigo.
Blog: Um jogo inesquecível da sua carreira?
Araras: Foi o gol que marquei na vitória do Independiente sobre o Racing por 1x0 na Argentina. Roubei a bola de Perfumo e fiz o gol no Cejas, dois monstros sagrados do futebol mundial.
Blog: Se não fosse jogador de futebol, qual a carreira que seguiria?
Araras: Adoro Medicina..

Blog: Na sua carreira: qual a maior alegria e maior decepção
Araras: Minha maior alegria foi na partida contra a Ferroviária jogando pelo Noroeste (4x1), em Araraquara. Fiz os 4 gols da vitória. Decepção: nenhuma.
Blog: Um sonho não realizado
Araras: Não ter tido oportunidade de jogar naquela equipe do Santos F. Clube, considerada a melhor de todos os tempos. Eram muitos os craques.
Blog: O que é impossível para você?
Araras: Para mim, nada é impossível. Sempre encarei todos os percalços da vida como um atacante, e é isso que tenho feito até agora. Sou um lutador. E, aguardem que estou para fazer mais um gol.
Blog: Após tantos anos jogando bola, qual a lição que fica?
Araras: O esporte me deu entusiasmo, coragem, força, enfim... Foi a minha vida.
Blog: Na verdade, o que diferencia um matador?
Araras: Garra, predestinação e ter o ego muito afilado.
Blog: Um conselho para os futuros atacantes
Araras: Hoje o futebol é mais dinâmico, portanto, o sucesso para qualquer jogador de futebol está no preparo e condicionamento físico. É preciso cuidar-se muito, ser consciente da sua responsabilidade profissional, instruir-se para poder gerir seus próprios negócios, e consequentemente, se livrar do clã dos procuradores para não ficar dependentes dos mesmos.
Blog: Um fato pitoresco da sua carreira
Araras: Um fato bastante pitoresco foi quando, numa excursão dos veteranos do Santos F. Clube sob o comando do meu amigo Lalá, fui substituído pelo chofer do ônibus. Até o Joel – Gogô, ficou inconformado, e acabamos ficando sem falar
com o Lalá por um tempão.

Blog: Para que time você torce?

Araras: Santos Futebol Clube.




Abraços do Gigi.




17 de abr de 2007

Araras: nosso eterno matador

Araras, Edemil Fernandes Ferreira (65), grande parceiro dentro e fora de campo. Se existe alguém que tira o máximo de proveito da vida, este é o cara. É tão voluntarioso que posso afirmar que é um vampiro da própria vida. Sempre alegre e brincalhão, um bonachão nato. Vaidoso e narcisista ao extremo, tanto que causa inveja a muitos homens pelo seu lado de galã, e também do “gostcho muitcho”. Para provocá-lo, basta dizer duas frases: “Puxa, como você está magro”, ou então, “Você tá ficando careca”, para ele é o fim.
Sua carreira de grande jogador de futebol teve seu início na várzea da cidade de Araras, jogando pelo time
Esporte Clube Circulista.
Como atacante foi impetuoso, audacioso, além de matador. Atingiu seu apogeu ao lado de grandes mestres do futebol como: Zizinho, Canhoteiro, Pelé, entre outros. Fez parte daquele plantel fabuloso do Santos Futebol Clube, na década de 60. Para saber mais detalhes de sua vida profissional, entre no site do Milton Neves
clicando aqui.

Defendeu as cores do Bangu do Rio de Janeiro, levado por Castor de Andrade, onde formou uma linha de fazer inveja a qualquer clube, com Paulo Borges, Parada, Araras, Roberto Pinto e Aladim, e, logo depois, na saída de Parada entrou o genial Cabralzinho (62), outro jogador maravilhoso de um estilo incomparável, do qual até eu tive a felicidade de jogar ao seu lado. Leia mais sobre a sua história aqui.

Outra linha que marcou sua vida foi no Independiente da Argentina, formando ao lado de Bernal, Pastoriza, Yassalde e Tarambine, time que se tornou campeão do mundo, em 1971.
Hoje, Araras enfrenta um adversário cruel, impiedoso, maligno e que não dispensa o sofrimento. Mas, como sabemos que Araras é um guerreiro, vai lutar até o fim e quiçá driblar mais esta jogada, como artilheiro nato que é, como se diz na gíria futebolística, é só correr para o abraço.

Arrojo e coragem nunca lhe faltaram, tanto como empresário que foi na Pap’s Sport, ao lado de seu sócio e amigo Carlos Pierin, o Lalá , como também na bola, tornando-o assim, um amigo “fora de série”.

Marcos Seleção (64), que jogou ao seu lado no Bangu, conta um causo de uma partida disputada no Maracanã contra o Botafogo, em que Araras entrando por uma das pontas, desferiu um chute forte atingindo a rede pela sua lateral. Mas, como era cegueta, correu por trás do gol comemorando que nem um louco: arrancou a camisa, subiu no alambrado, mandou beijinhos pra mamãe Helena, pro papai Eliseu e para os manos Ararinha , Edna e Edione, e todos, pacientemente, o aguardavam para o reinício do jogo. Com o tiro de meta, é claro!

Caro amigo, Araras. Não se esqueça que estamos todos na arquibancada da vida torcendo por você. Que Deus o abençoe.
Abaixo, uma pequena homenagem para este homem excepcional onde apresento um breve resumo de sua vida .



Abraços do Amigo Gigi.

15 de abr de 2007

Causos Esportivos

Todo fim de semana, tenho por hábito reunir-me com amigos para jogar conversa fora, bater uma bola, apitar algum jogo de futebol, ou mesmo disputar uma partida de tranca ou dominó. Quando não, procuro visitar alguns amigos e conhecidos, e no final da tarde vou tomar um cafezinho no Gonzaga, onde acabo encontrando outro time de velhos amigos, muitos deles apaixonados por futebol, assim como eu.
Entre uma conversa e outra, sempre relembramos passagens hilárias e curiosas envolvendo o nosso prato predileto: futebol à moda da casa acompanhado de um bom "causo". Vocês não imaginam quantas estórias já foram contadas, sendo que muitas nunca foram divulgadas. Daria para escrever um livro, mas a Web ainda é o meio de comunicação mais rápido e eficiente para compartilhar e deixar registrado estes breves relatos que passarei a divulgar, sempre que possível.

Não custa lembrar ao leitor-internauta, que sua colaboração será muito bem-vinda. Caso saiba de alguma passagem interessante envolvendo atletas ou personagens ligados ao esporte profissional ou amador, mande uma mensagem para prietogigi@gmail.com , identificando-se para que a autoria da publicação seja creditada em seu nome.
Confira o primeiro causo clicando aqui

5 de abr de 2007

Passeio ecológico do Grupo Maionese

O Grupo Maionese, sob o comando de Melo, sempre saltitante, nos levou a um passeio dos mais verdes. Fomos jogar uma partida de futebol no Morumbi, em sua sede social, que por sinal é de primeiro mundo. Desta vez, Melo foi esperto e arrumou um jogo contra uma associação de velhinhos mantida pelo São Paulo F.C., o Grupo Setentão.

Para vocês terem uma idéia, o mais novo era o lateral direito com 76 anos. Daí vocês imaginem o chocolate, ou melhor, o mingau que eles tomaram. Sequer precisamos usar a mala preta do Roberto Freitas, embora o árbitro tenha marcado 3 pênaltis a nosso favor, aliás, talvez o perfil do Roberto tenha agradado mais do que a própria “mala”.


Chegamos ao cúmulo de dispensar a velocidade de Jorge Caruncho, o “rush” do Melo e arrumamos até um banquinho para o piano do Beto; mas em compensação tivemos as trapalhadas do Toninho Bananeiro. O nosso lateral Ernestinho, de tão fraco que era o seu ponta, ficou batendo papo com a bandeirinha, por sinal que BANDEIRIIIIINHA....!. O cara de pau chegou a oferecer o nosso vestiário, caso tivesse problema para se trocar.


Bem, nem preciso contar o resultado do jogo, vocês já devem ter imaginado. Certo que eles fizeram 4 gols...mas espera aí, nós só fizemos 3...NOSSA MÃE, NÓS PERDEMOS...!

Claro meus amigos, que tudo acima não passa de uma brincadeira. Quero deixar aqui o nosso agradecimento pela acolhida desse grupo de amigos, comandados pelo Marinheiro, que nos recebeu com uma bela festa, e já deixar um convite para uma churrascada, em nossa sede, na OAB em Santos.


Amadeu, aquele lateral a quem me referi no começo da matéria, na verdade não tem 76, e sim 75 anos. O Giba, aquele central que, segundo seus amigos, o estão indicando para o Guiness Book pelos 1.000 pênaltis cometidos até hoje, está desculpado e dispensado de pagar a prótese do Toninho.


E, fiquem sabendo que aqui nós temos também uma bandeirinha de cair o queixo, chama-se Zezé ....Vocês vão adorar, eu garanto.


Grupo Maionese desfilando no Morumbi.

Não consegui reunir o time por falta de cadeiras de roda ... Brincadeira, claro. Aguardo fotos.
Abraços do Gigi