18 de jun de 2007

Romântico eu sou...eu sou assim!

Ah!... Meu querido amigo, Ivan Berger. Como gostaria de ter o seu dom de escrever e como o invejo por isso, no bom sentido, é claro. Mas, como somos cabeças pensantes, é provável que haja divergências sobre temas complexos. Eu, no entanto, vou morrer sendo romântico do futebol arte, brejeiro em todo seu regionalismo, malabarista, fervoroso e saudoso do Pelé sem Vitor (levava o apelido de Vitor Paulada....imaginem), enfim sem seus carrascos que, aliás, foram muitos, e também o desafeto do futebol troglodita que você tanto aplaude. O mais estranho é que você foi um jogador que conseguiu aliar força e habilidade, no entanto parece que no seu conceito pesou mais o seu lado viril. Portanto, discordo plenamente do seu raciocínio sobre o futebol moderno. Jamais aceitarei a prevalência da condição física e rígidos esquemas táticos em detrimento da habilidade individual, exemplo disso: a inconcebível escalação de Sandro Goiano, deixando Lucas no banco. Lembre-se, também, da atuação do Riquelme onde a habilidade superou a força, por uma simples razão: a objetividade, uma construtiva outra destrutiva.
Caro Ivan, a hegemonia do futebol é e sempre será nossa. Esse viço que temos pela bola é extremamente peculiar aos nossos jogadores. Hoje em dia, estatisticamente, se aplicarmos a proporcionalidade na geração de craques, acredito estarmos na casa dos dez por um. Portanto, para cada dez craques que geramos o mundo gera apenas um. É incontestável a presença do jogador brasileiro em qualquer concurso à melhor do mundo.
Para elucidar esta tese vejam minha matéria
COPA "SACO ROXO", quando me refiro ao jogador CHICÃO.
Puxa! Acabo de saber, através de um amigo em comum, que você é gremista, então está perdoado. Como havia escrito esta matéria antes da partida, e ainda em tempo, parabéns pela excelente vitória sobre o Santos F.C. – 1 x 3.

Por sinal, se o Boca Junior se classificar, aí sim teremos uma final digna dos pampas com bombachas, chimarrão, churrasco e muita VALENTIA, TCHÊ! Na verdade, como sempre foi vontade política, é tudo argentino mesmo!




Abraços do Gigi.


3 de jun de 2007

Manos da Bola I

Qual o ser humano, homem ou mulher, que não gostaria de ver seus filhos, netos, sobrinhos seguirem seus passos, até porque é extremamente gratificante vê-los alcançar o sucesso. Na verdade, eu quero colocar um questionamento que, de certa forma, sua abordagem será interessante: “A habilidade é inata, hereditária ou adquirida?”.
Pronto, colocada a interrogação, voltemos à filosofia do meu blog, que versa tão somente sobre o esporte. Sei que será uma tarefa árdua pela sua complexidade e conseqüências advindas do aspecto psicológico, isto porque encontraremos inúmeros casos de sucesso e de fracasso.

Pergunto-me, encafifado, sobre o caso da família Dondinho. Seu filho, Pelé , teve habilidade plena e sucesso absoluto, já quanto ao seu outro filho, Zoca, este foi apenas um bom jogador. Mas, e quanto ao filho do Pelé, Edinho, o que podemos falar? Teve ele a habilidade do pai ou não? Podemos julgá-los como fracassados ou mesmo imputar-lhes frustração, tanto a Dondinho e ao próprio Pelé? Não! Seria um termo por demais pesado, pois na verdade desenvolveram certa habilidade, tanto Zoca no futebol, e Edinho como bom goleiro que foi, e que também mostrou habilidade no basquete. Portanto, percebam o quanto é intrigante o tema.

Dentro do futebol profissional, embora esta matéria abranja todas as outras modalidades, existem “n” casos a serem pesquisados, e que pretendo divulgá-los nos blocos subseqüentes.

Já dentro do amadorismo de nossa cidade, e principalmente no futebol da nossa várzea, posso citar alguns casos interessantes como das famílias: ONÇA, pai e cinco filhos jogadores, todos de boa qualidade; GIANGIULIO, onze irmãos jogadores e que chegaram a formar num mesmo time; GIBI e seus quatro irmãos, todos bons de bola. Enfim, histórias estas que deverei contá-las seqüencialmente.

Imaginem quantas frustrações embutidas. Talvez, seus pretensos não alcançaram o sucesso, ou pela insistência em demasia ou mesmo pela pressão desmedida, e até em alguns casos, causando traumas psicológicos. Portanto, como este primeiro bloco é apenas um enunciado, gostaria de encerrá-lo com um “causo” sobre um bordão muito conhecido nas hostes futebolísticas, o qual elucidará de forma ampla o assunto em pauta: Jogava eu uma partida de futebol na Vila Belmiro, num jogo festivo e tradicional entre a diretoria do SFC e a Associação dos Cronistas de Santos, a ACESAN, quando a certa altura do jogo, adentra o campo meu querido amigo Levi, filho do nosso saudoso Tite.

Eis que de repente, não mais que de repente, Levi pisa na bola e leva um tombo, sem querer, é lógico. Aproveitando o ensejo e de forma sarcástica, passo ao seu lado e solto o bordão: ”Puxa Levi! Você puxou a tua mãe mesmo!”. E foi o que bastou para que ele esbravejasse toda a sua ira, e saiu aos berros dizendo: “Eu carrego este estigma a minha vida inteira, pô!”.

Até mais, com o Bloco II.

Abraços do Gigi