3 de jun. de 2007

Manos da Bola I

Qual o ser humano, homem ou mulher, que não gostaria de ver seus filhos, netos, sobrinhos seguirem seus passos, até porque é extremamente gratificante vê-los alcançar o sucesso. Na verdade, eu quero colocar um questionamento que, de certa forma, sua abordagem será interessante: “A habilidade é inata, hereditária ou adquirida?”.
Pronto, colocada a interrogação, voltemos à filosofia do meu blog, que versa tão somente sobre o esporte. Sei que será uma tarefa árdua pela sua complexidade e conseqüências advindas do aspecto psicológico, isto porque encontraremos inúmeros casos de sucesso e de fracasso.

Pergunto-me, encafifado, sobre o caso da família Dondinho. Seu filho, Pelé , teve habilidade plena e sucesso absoluto, já quanto ao seu outro filho, Zoca, este foi apenas um bom jogador. Mas, e quanto ao filho do Pelé, Edinho, o que podemos falar? Teve ele a habilidade do pai ou não? Podemos julgá-los como fracassados ou mesmo imputar-lhes frustração, tanto a Dondinho e ao próprio Pelé? Não! Seria um termo por demais pesado, pois na verdade desenvolveram certa habilidade, tanto Zoca no futebol, e Edinho como bom goleiro que foi, e que também mostrou habilidade no basquete. Portanto, percebam o quanto é intrigante o tema.

Dentro do futebol profissional, embora esta matéria abranja todas as outras modalidades, existem “n” casos a serem pesquisados, e que pretendo divulgá-los nos blocos subseqüentes.

Já dentro do amadorismo de nossa cidade, e principalmente no futebol da nossa várzea, posso citar alguns casos interessantes como das famílias: ONÇA, pai e cinco filhos jogadores, todos de boa qualidade; GIANGIULIO, onze irmãos jogadores e que chegaram a formar num mesmo time; GIBI e seus quatro irmãos, todos bons de bola. Enfim, histórias estas que deverei contá-las seqüencialmente.

Imaginem quantas frustrações embutidas. Talvez, seus pretensos não alcançaram o sucesso, ou pela insistência em demasia ou mesmo pela pressão desmedida, e até em alguns casos, causando traumas psicológicos. Portanto, como este primeiro bloco é apenas um enunciado, gostaria de encerrá-lo com um “causo” sobre um bordão muito conhecido nas hostes futebolísticas, o qual elucidará de forma ampla o assunto em pauta: Jogava eu uma partida de futebol na Vila Belmiro, num jogo festivo e tradicional entre a diretoria do SFC e a Associação dos Cronistas de Santos, a ACESAN, quando a certa altura do jogo, adentra o campo meu querido amigo Levi, filho do nosso saudoso Tite.

Eis que de repente, não mais que de repente, Levi pisa na bola e leva um tombo, sem querer, é lógico. Aproveitando o ensejo e de forma sarcástica, passo ao seu lado e solto o bordão: ”Puxa Levi! Você puxou a tua mãe mesmo!”. E foi o que bastou para que ele esbravejasse toda a sua ira, e saiu aos berros dizendo: “Eu carrego este estigma a minha vida inteira, pô!”.

Até mais, com o Bloco II.

Abraços do Gigi

2 comentários:

Bijoy disse...

Cool blog, i just randomly surfed in, but it sure was worth my time, will be back

Deep Regards from the other side of the Moon

Biby Cletus

Everaldo Segundo disse...

Oi Gigi tudo bem??
Eu Sou Everaldo Sérgio David Segundo (Filho do Everaldo e neto do Onça)...
So hoje vim a conhecimento do teu Blog e dessa tua matéria linda sobre a minha familia... Muito obrigado por ter falado da minha familia com tanto carinho... Um forte abraço e se quiser entrar em contato comigo fique a vontade...
(segundo2@hotmail.it)