30 de jul de 2007

Brasil 10 x Congo 0

Fiquei encafifado com a “brincadeira” do gerente de imprensa do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Kevin Neuendorf, que escreveu a frase “Welcome to the Congo” (Bem-vindo ao Congo), em um dos quadros da sala de operações de imprensa dos EUA, no Rio Centro. O estranho é que percebi sobre sua mesa de trabalho uma latinha de higienizador de ambientes e um desinfetante para as mãos. Mas que mente poluída, ele deve ser alérgico ou coisa parecida. Será? Voltando ao Congo, vou até pesquisar para ter certeza sobre nossa etnia, se ela é formada basicamente pela raça negra, indígena ou do branco europeu. Agora, lavando roupa suja, até que a manifestação das arquibancadas parecia o Congo mesmo, um país culturalmente muito inferior ao nosso. O comportamento da nossa torcida em total desrespeito ao atleta esportivo, competidor na sua individualidade, do qual é isento das malditas políticas que o conduz, foi de certa forma abominável. No entanto, quanto ao desempenho do público mediante os esportes coletivos, nota 10. Vamos então filosofar um pouco para justificar a excelência do esporte. Ele adveio desde os primórdios da humanidade, com o intuito de unir os povos e sempre com o espírito do congraçamento. Era uma forma de reconhecimento da disciplina e do comportamento do atleta, ali disposto a sobrepujar sua capacidade física individual, como que obedecendo as ordens do Olimpo. Portanto, agindo como deuses com imponência e magnitude. E o mais lamentável foi saber que um de nossos "deuses do passado" orquestrava a vaia contra nossos adversários. Claro que é certo que determinadas modalidades, principalmente as coletivas, quando do fervor da disputa, aguçam mais o sentido nacionalista, mas, terminada a competição todos se confraternizam irmanamente. Portanto, as vaias aos atletas em sua apresentação individual fazem com que repensemos se agimos como aborígines ou não. Bem, como tenho pouco sabão é melhor parar por aqui mesmo, senão......

Abraços do Gigi.

22 de jul de 2007

Olé para los hermanos!!

Repriso uma frase, por sinal muito feliz, do meu amigo Milton Neves, quando da final do handebol masculino pelos Jogos Pan-Americanos 2007, na qual afirmou com toda ênfase: “Já estou com o saco cheio de ganhar de argentino”. Isso quer dizer que eles estão se tornando fregueses de carteirinha, como se diz na gíria. O que é lamentável, e de certa forma contraditório, é que eles se julgam superiores e por isso não aceitam de forma nenhuma a derrota e, consequentemente, apelam para a ignorância. Portanto, esta é a nossa diferença. Ainda para maior tristeza de “los hermanos”, é que a nossa supremacia, a cada ano que passa, fica mais evidente, não só no esporte como em tudo. Portanto, olé para “los hermanos”.

Abraços do Gigi.

17 de jul de 2007

Festa dos 71 anos do Dodô


Saiba como foi a festa dos amigos do Dodô clicando no título da matéria
Ou então, clique aqui.



Abraços do Gigi

16 de jul de 2007

Nuestro viejo fregues

Como é bom, para nós torcedores, ter como fregueses times adversários de alto nível. É o caso dos santistas, palmeirenses e são paulinos, quando ganham do Coringão. Na verdade, os corintianos deveriam aceitar isto como elogio. Eu explico: a rivalidade se faz pela dificuldade. O gostoso é ganhar do time bom. O que me interessa se o meu time nunca perdeu para o Arapiraca? Além do que, o Corinthians, tradicionalmente time da elite desportiva, é também o clube preferido pela massa. Portanto, melhor ainda, porque você acaba ganhando e gozando um monte de gente. É o que acontece com a Argentina. Como nós não gostamos dos argentinos pela maneira como nos tratam, a satisfação é maior ainda, porque no fundo humilhamos toda uma nação. A isso, chamamos de RIXA. Sou adepto deste tipo de querela, no bom sentido é claro, sem chegar às vias de fato. É sadio para o desenvolvimento do caráter e afinação do próprio ego. Mas, lamentavelmente não é uma regra, principalmente, em países emergentes como o nosso, onde a educação é precária. Até mesmo em países do primeiro mundo a rixa acontece a níveis extremos pelo comportamento do ser humano. Aliás, analisar este tipo de atitude que acontece desde os primórdios da humanidade, seria filosofar, o que não é a minha praia. Agora, gostaria de fazer uma pergunta aos cronistas desportivos: “como um time que é considerado de forma disparada como favorito por todos aqueles que se dizem entendidos de bola, perde de forma bisonha e de goleada?”. Isto quer dizer que esses experts deverão rever seus conceitos futebolísticos. Brasil em campo merece respeito, como havia afirmado em minha crônica, as vésperas da partida. E termino apenas confirmando o que o jornal argentino OLÉ deu em manchete “TRISTEZA SEM FIM”. Acho que ficaria melhor, já que fazem 14 anos de jejum, e parece que esta tristeza não terá fim mesmo.
Abraços do Gigi.

14 de jul de 2007

Vai...... tomando nota!!

O estranho é que vou ficando velho e criando coragem, se assim a lei me permitir, de revelar aquilo que sempre pensei a respeito do “modus vivendi” do ser humano, e principalmente do brasileiro. Cito como exemplo a declaração daquele escritor, jornalista, filósofo , e outras "cositas más", Sr. Dr. Olavo de Carvalho. Não quero, na verdade, chegar a tal ponto de mandar todos para aquele lugar, mas sim divagar um pouco sobre essa imundície e esse descaramento deslavado de nossos políticos. Talvez vocês estejam estranhando esta minha guinada para a política, mas no fundo ela também se transporta, de forma lamentável, para o esporte. Quantos presidentes de clubes ou mandatários de entidades reguladoras relutaram para que não fossem impedidos em seus cargos? A mamata é tão grande que largar o filé e roer o osso passa a ser uma utopia, isto porque, quase sempre são acobertados pelos seus pares. Conquanto, o quarto poder se delicia e o espaço para publicar uma matéria fica cada vez mais disputado. Tornam-se, na verdade, os paparazzi da escrita extrapolando em seus pensamentos e, algumas vezes, deturpando conceitos e opiniões. Foi o que citei em minha última crônica sobre o extravasamento exagerado dos camaleões, com relação a nossa seleção brasileira. O duro é saber quem fará alguma coisa para mudar. Seria como ganhar na loteria ou acertar na mega-sena, que, aliás já está sub-judice.
Portanto, se ninguém se manifestar aqui estou eu para dizer simplesmente.......BASTA!
E você : vai continuar usando a famosa máscara "cara de bunda", ou vai repensar seus conceitos?
Abraços do Gigi.

11 de jul de 2007

O quarto poder

Até quando a nossa imprensa esportiva em geral vai continuar desrespeitando a nossa seleção? Ôrra gente! É dose, pra leão. É a ESPN, SPORT TV, BAND, GLOBO e até a rádio de Camanducaia desce a lenha no Brasil. O que é mais intrigante é que eles têm plena consciência de que a hegemonia do futebol é nossa, e não tem pra ninguém. Podem falar o que e o quanto quiserem. Enquanto o mundo inteiro nos reverencia pela alta técnica e habilidade inata dos nossos jogadores, nós brasileiros os criticamos. Esta seleção que disputa a Copa América, todo o seu plantel é oriundo dos melhores clubes do continente. Com certeza os mandatários desses clubes, donos de seus passes, estão super apavorados sabendo que seus afortunados craques estarão se defrontando com um Uruguai truculento comandado por Lugano, Perez e Cia. levando socos e pontapés, enfim colocando em risco os seus altos investimentos, além de contar com a subserviência de juízes ao jogo viril. É certo que Dunga se esforça ao máximo para sua própria queda, escalando “Fernandos” e “Afonsos” que sequer ouvimos falar, além de falhas gritantes quanto à tática empregada. Que esta roupa suja fique cá entre nós, porque só nós temos essa capacidade de avaliação. Mas convenhamos: disputamos esta Copa com o nosso segundo time, enquanto todos os demais com suas principais formações. Portanto, apesar de todos os erros, mais pela falta de entrosamento do que pela mediocridade como muitos da imprensa apregoam, estamos na final. DÁ-LHE BRASIL.
Abraços do Gigi

10 de jul de 2007

Festa de 50 anos do Campos Melo

Estou mais uma vez presente ao buffet do meu querido amigo Sinval, na Rua João Caetano nº. 123, só que desta vez não na condição de furão como foi na festa dos “sessentinha” do Juquiri, mas como convidado de um aniversário que realmente surpreendeu a todos que ali estavam.
Estão de parabéns os comandantes da festa. Conseguiram reunir um grupo de amigos de mais de quarenta anos. Ali, encontrei verdadeiros monstros do futebol de várzea e da praia. A pergunta de quem foi o melhor, era a tônica dos curiosos. Correntes de um e de outro formavam a polêmica. Mas, o que realmente interessa é o fato de que todos, com os seus “sessentinha”, estavam ali presentes num congraçamento dos mais sadios. Isto vem apenas confirmar que todos ali foram os melhores. A história do Campos Melo Futebol Clube me foi prometida por Zeca Lascane, dentro dos próximos 15 dias. Portanto, apenas faço a cobertura do evento, contando fatos do momento.
O mais preocupante era o recenseamento feito pelo Nelson Alemão, alegando que alguns estavam no bico do corvo e que já previa um número menor de convidados para o próximo ano. Pela primeira vez, a oposição se manifestou e fez pressão ao ditador Mesquita, que ocupa a presidência do clube desde 1957, chamando-o de Fidel Castro. A animação ficou por conta do Boy, que se revelou gaúcho sem bombachas só para agradar o Nico, que pela vibração da música ficou descompassado; agora o Dr. Cesar Conforti é que vai ter que se virar para regular a máquina de novo.
Pra variar, Camarão escondido atrás de um prato, e até caberia a expressão: “se jogar bola como come” Pelé seria fichinha perto dele. Wilson Paquetá, como de costume sempre desligado, e no auge da discussão pela sucessão procurava pela bola.
Aí, para surpresa de todos, eis que surge Capitão Gancho, o vilão Lino, do Náutico Praia Clube. Por um instante impera um silêncio. Alguém, por precaução, esconde a “súmula” da festa. Zeca Lascane sussurra no ouvido de Nelson Alemão, que já fica com cosquinha. Jorge Amaral atarraxa as próteses. Mesquitão empunha a bengala, enfim todos armados. Mas Lino, como vaselina que sempre foi, acaba por beijar a todos e dá um fim ao passado. Outra presença marcante foi a de João Carvalhal, o nosso “papa” da várzea, que ficava girando em torno do salão, lembrando o tempo de treineiro. Um trio respeitável do nosso futebol de salão: Cecil, Zé Augusto e Herrera. Reginaldo Serrão para dançar teve que pedir ajuda às “placas”, (as suas, é claro). Minhas canelas se encolhiam as vistas de Mourão, Zé Carlos e Ned. Gilberto, o eterno corintiano, fazendo o social. Uma demonstração de bajulação impune foi o ato de Ricardo Lascane ao servir um prato de doces para sua sogra.
Confiram as fotos .
Abraços do Gigi

Campos Melo - 50 anos



4 de jul de 2007

Manos da Bola 2

Hoje, homenageio uma família muito querida nas hostes futebolísticas de nossa cidade, a família Onça. Osman David, casado com Nilda Camargo David, estivador dos mais orgulhosos, mais conhecido como Onça pelo fato de ser bem dotado de mãos e pés. Era tão querido que seus filhos, quando menores, eram apenas reconhecidos como filhos do Onça. Mas, como resultado da boa educação que deu aos seus filhos, e para sua satisfação e alegria, todos herdaram a sua habilidade e por conseqüência seguiram carreira profissional. Não há um sequer que possamos utilizar o bordão do futebol: “Puxa! Ele puxou a mãe”. Todos, na verdade, foram bons de bola.
O mais velho, Luiz, foi o único que exerceu a mesma função que o pai, sendo um bom goleiro, aliás, o único que poderíamos dar uma dose do DNA da mamãe Nilda. O segundo filho, Osmar, por infortúnio sofreu uma fratura séria que acabou interrompendo a sua ascensão, que era por demais promissora até mesmo a nível de seleção nacional. Osmar era titular do Palmeiras quando aconteceu o problema. Osmar teve um filho de nome Teço que jogou pelo Santos F.C., e que na época havia sido escolhido por mim, que auxiliava o então Diretor do Departamento Médico, nosso saudoso Edmon Atik, para ser o símbolo de um projeto de trabalho preparatório para formação de um atleta. Projeto este, que infelizmente não recebeu a devida atenção. Já Adilson, teve a sorte de jogar ao lado de Pelé, portanto, junto com Osmar foram os que mais se destacaram no futebol profissional. Everaldo, o único canhoto da família, teve tudo para ser o mais habilidoso de todos, mas houve pouco interesse de sua parte, embora tenha sido profissional por longo tempo e jogado em diversos times do Brasil. Portanto, preferiu mais as “peladas” de várzea e de praia. E, como era bom de bola, era sempre requisitado por todos os clubes da várzea para disputar os torneios da Baixada Santista. Aí, surgiu aquele que poderia ter sido o ídolo da família, pela sua versatilidade, habilidade e vigor físico – Juarez, o Guega. Era carismático, e tinha a ginga característica do jogador brasileiro. Foi campeão paulista jogando pela Internacional de Limeira, sob o comando do nosso querido Pepe.. Mas, infelizmente o Homem lá de cima não titubeou, e como precisava de um zagueiro dos bons, lá se foi nosso querido Guega jogar no time celestial, deixando muitas saudades.