10 de jul. de 2007

Festa de 50 anos do Campos Melo

Estou mais uma vez presente ao buffet do meu querido amigo Sinval, na Rua João Caetano nº. 123, só que desta vez não na condição de furão como foi na festa dos “sessentinha” do Juquiri, mas como convidado de um aniversário que realmente surpreendeu a todos que ali estavam.
Estão de parabéns os comandantes da festa. Conseguiram reunir um grupo de amigos de mais de quarenta anos. Ali, encontrei verdadeiros monstros do futebol de várzea e da praia. A pergunta de quem foi o melhor, era a tônica dos curiosos. Correntes de um e de outro formavam a polêmica. Mas, o que realmente interessa é o fato de que todos, com os seus “sessentinha”, estavam ali presentes num congraçamento dos mais sadios. Isto vem apenas confirmar que todos ali foram os melhores. A história do Campos Melo Futebol Clube me foi prometida por Zeca Lascane, dentro dos próximos 15 dias. Portanto, apenas faço a cobertura do evento, contando fatos do momento.
O mais preocupante era o recenseamento feito pelo Nelson Alemão, alegando que alguns estavam no bico do corvo e que já previa um número menor de convidados para o próximo ano. Pela primeira vez, a oposição se manifestou e fez pressão ao ditador Mesquita, que ocupa a presidência do clube desde 1957, chamando-o de Fidel Castro. A animação ficou por conta do Boy, que se revelou gaúcho sem bombachas só para agradar o Nico, que pela vibração da música ficou descompassado; agora o Dr. Cesar Conforti é que vai ter que se virar para regular a máquina de novo.
Pra variar, Camarão escondido atrás de um prato, e até caberia a expressão: “se jogar bola como come” Pelé seria fichinha perto dele. Wilson Paquetá, como de costume sempre desligado, e no auge da discussão pela sucessão procurava pela bola.
Aí, para surpresa de todos, eis que surge Capitão Gancho, o vilão Lino, do Náutico Praia Clube. Por um instante impera um silêncio. Alguém, por precaução, esconde a “súmula” da festa. Zeca Lascane sussurra no ouvido de Nelson Alemão, que já fica com cosquinha. Jorge Amaral atarraxa as próteses. Mesquitão empunha a bengala, enfim todos armados. Mas Lino, como vaselina que sempre foi, acaba por beijar a todos e dá um fim ao passado. Outra presença marcante foi a de João Carvalhal, o nosso “papa” da várzea, que ficava girando em torno do salão, lembrando o tempo de treineiro. Um trio respeitável do nosso futebol de salão: Cecil, Zé Augusto e Herrera. Reginaldo Serrão para dançar teve que pedir ajuda às “placas”, (as suas, é claro). Minhas canelas se encolhiam as vistas de Mourão, Zé Carlos e Ned. Gilberto, o eterno corintiano, fazendo o social. Uma demonstração de bajulação impune foi o ato de Ricardo Lascane ao servir um prato de doces para sua sogra.
Confiram as fotos .
Abraços do Gigi

2 comentários:

Iberê Ribeiro de Castro disse...

Que bom, que maravilha encontrar alguma informação do nosso querido "CAMPOS MELO", time de amigos e, todos, melhor dizendo, quase todos muito bons de bola, onde joguei ao lado de amigos com os quais estudei, desde criança, no Grupo Escolar Visconde de São Leopoldo.

Bom lembrar do Nelson Alemão, do seu irmão Chico, joguei com ambos em outro time de Santos, onde também jogava o Pitico, o "CASA NOVA". Melhor ainda lembrar do Zeca, técnico dedicado. E muito, muito melhor lembrar do Ricardo, com quem, algumas vezes comi pão sírio, servido por sua mãe, ali mesmo na casa deles na Rua João G
uerra, antes de irmos para o colégio.

Bom demais. Boa sorte e saúde a todos.

Iberê.

Iberê Ribeiro de Castro disse...

Eu, de novo. Perdoem, mas quarenta anos depois é claro que cometi alguns errinhos, no comentário acima, e agora vou corrigi-los, lá vai: o Chico não é irmão do Nelson Alemão e sim do Alemão, outro craque. Na escola, o meu colega de classe era o Nelson, irmão do Ricardo e, finalmente, para fazer justiça não podia ficar sem lembrar do João e do Amim, completando assim, a grande família Lascane.

Abraços.