4 de jul. de 2007

Manos da Bola 2

Hoje, homenageio uma família muito querida nas hostes futebolísticas de nossa cidade, a família Onça. Osman David, casado com Nilda Camargo David, estivador dos mais orgulhosos, mais conhecido como Onça pelo fato de ser bem dotado de mãos e pés. Era tão querido que seus filhos, quando menores, eram apenas reconhecidos como filhos do Onça. Mas, como resultado da boa educação que deu aos seus filhos, e para sua satisfação e alegria, todos herdaram a sua habilidade e por conseqüência seguiram carreira profissional. Não há um sequer que possamos utilizar o bordão do futebol: “Puxa! Ele puxou a mãe”. Todos, na verdade, foram bons de bola.
O mais velho, Luiz, foi o único que exerceu a mesma função que o pai, sendo um bom goleiro, aliás, o único que poderíamos dar uma dose do DNA da mamãe Nilda. O segundo filho, Osmar, por infortúnio sofreu uma fratura séria que acabou interrompendo a sua ascensão, que era por demais promissora até mesmo a nível de seleção nacional. Osmar era titular do Palmeiras quando aconteceu o problema. Osmar teve um filho de nome Teço que jogou pelo Santos F.C., e que na época havia sido escolhido por mim, que auxiliava o então Diretor do Departamento Médico, nosso saudoso Edmon Atik, para ser o símbolo de um projeto de trabalho preparatório para formação de um atleta. Projeto este, que infelizmente não recebeu a devida atenção. Já Adilson, teve a sorte de jogar ao lado de Pelé, portanto, junto com Osmar foram os que mais se destacaram no futebol profissional. Everaldo, o único canhoto da família, teve tudo para ser o mais habilidoso de todos, mas houve pouco interesse de sua parte, embora tenha sido profissional por longo tempo e jogado em diversos times do Brasil. Portanto, preferiu mais as “peladas” de várzea e de praia. E, como era bom de bola, era sempre requisitado por todos os clubes da várzea para disputar os torneios da Baixada Santista. Aí, surgiu aquele que poderia ter sido o ídolo da família, pela sua versatilidade, habilidade e vigor físico – Juarez, o Guega. Era carismático, e tinha a ginga característica do jogador brasileiro. Foi campeão paulista jogando pela Internacional de Limeira, sob o comando do nosso querido Pepe.. Mas, infelizmente o Homem lá de cima não titubeou, e como precisava de um zagueiro dos bons, lá se foi nosso querido Guega jogar no time celestial, deixando muitas saudades.

2 comentários:

Anônimo disse...

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Re disse...

Muito legal essa postagem,conheço essa familia e eles realmente tem mto talendo p/ o futebol.Abraços