26 de mai de 2009

Corrupção verde e amarela

Neste último domingo, li uma reportagem do meu amigo Vicente Cascione e ouso discordar e até mesmo contestar certos valores por ele afirmados. Primeiramente, discordo quando sai em defesa do Congresso, lugar onde mais se campeia a corrupção neste país. Contesto também o fato de que a “corrupção no Brasil é um problema cultural”, e de que nós já estamos acostumados a conviver e a praticar, inconscientemente, a considerada – por ele - ”corrupção branca”. Aliás, isto me faz lembrar do nosso presidente quando afirmou que o flagelo mundial advém do “homem branco de olhos azuis”.
Afinal, se esta corrupção do cotidiano é tão alva, quero me dar o prazer de colocar como pano de fundo do nosso Congresso a cor “negra”, porque de fato em sua terceira dimensão reluzem todas as cores do arco-íris.

A atuação de um Congresso é tão obscura e individualista que pelo pouco conhecimento de história que eu tenho, sei que em todas as mudanças, ou melhor, as “viradas de mesa” dos regimes políticos, o primeiro ato sempre é o fechamento do Congresso Nacional.
Por mais que eu queira entender esta tão ambicionada e “utópica” moralidade política, eu acabo me embananando. Se, como ele afirma, existe uma parte ética que tem escrúpulos, estes na verdade, embora tenham um desempenho louvável na formação de leis “decentes”, convivem com a grande maioria contrária aos bons princípios de certa forma harmoniosa, quase sem contestação, e quando surge um rompante desse escrúpulo logo vem um “cala boca”.
Outro fato curioso foi quando fez críticas de como nossas programações televisivas se dispersam nos seus noticiários, sem enfocar ou dar continuidade de forma mais instrutiva, ou mesmo no sentido de educar o povo. Agora sim falarei de um problema cultural: o fato de que o povo brasileiro tem preguiça de ler, o porquê defino de suma importância a educação audiovisual.
Para confirmar isto, leia a declaração estarrecedora do Deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), onde afirma que por esse mau hábito o povo não toma conhecimento e acaba por elegê-los. Aliás, temos vários exemplos dessa prática.
No entanto, hoje acredito ficar um pouco mais complicado para esses péssimos políticos, devido a uma atuação mais explícita de nossos meios de comunicação. Mazelas e mais mazelas são reveladas a cada instante. Essa continuidade, sim, é extremamente importante divulgar e fazer cintilar essas “aureolas” de cumplicidade em toda sua opacidade.
Sei o quanto estou sendo ousado em contestar este que considero de uma inteligência que faz inveja a muitos literários, mas no fundo entendo seu esforço de manter viva a chama da decência no meio caótico da nossa política, pois pretende se candidatar a deputado federal nas próximas eleições.
Para encerrar, gostaria de lembrar a estes “Leonardos Da Vinci” e “Picassos” da política que muito desses gênios da pintura retrataram a imagem do nosso maior Redentor como um homem “branco”, e muitas vezes de “olhos azuis”.

Abraços do Gigi

Hoje, a cidade é dela

Não que eu esteja ficando um velho ranzinza, tolerante com a irracionalidade e, ainda mais partindo de minha pessoa, jamais me colocaria contra qualquer evento esportivo, mas “hoje a cidade é dela”.
Os transtornos decorrentes dos “10km Tribuna FM” já fazem parte de um calendário existente há bastante tempo, isto porque “hoje a cidade é dela”.
A bagunça toda já começa no dia que antecede a prova, distribuindo por toda parte cavaletes, grades, fitas de isolamento, enfim, toda uma parafernália de equipamentos para dar cobertura ao acontecimento.
Para qualquer movimento que se faça dentro deste perímetro, somos obrigados a mover pacientemente tais equipamentos, isto porque “hoje a cidade é dela”.
Quando é chegada a hora, aliás, às 7 horas da matina, o bicho começa a pegar com os testes de som a milhões de decibéis, mas ‘hoje a cidade é dela “. Logo em seguida, uma bateria de fogos que faz confundir a muitos com a chegada da tal ”mercadoria”, para deixar alerta Santos inteira, porque ‘hoje a cidade é dela” . E, finalmente, a partir das 9 horas ninguém mais cruza o percurso para lugar nenhum por um bom tempo, mas não se esqueça de que “hoje a cidade é dela”.
Portanto, fique alerta para os possíveis imprevistos como: enfarto, falta de oxigenação cerebral, falta de ar ou qualquer outro mal súbito neste momento. Tudo fica teoricamente proibido neste espaço de tempo, isto porque “hoje a cidade é dela”.
As rotinas decorrentes dessas míseras 4 horas estarão vivendo um autêntico inferno astral, mas, pensando bem, acho que estou ficando velho mesmo, talvez por medo de encarar um desses imprevistos, isto tudo porque “hoje a cidade é dela”.
Agora, neste exato momento, são 8 horas. Um conjunto de roqueiros alocados num arco suspenso dá sinais de que foram contratados não pelo repertório, mas sim pelo barulho que fazem, isto porque “hoje a cidade é dela”.
Apesar de toda a minha chatice e rabugice, na verdade ela merece tomar conta da cidade, neste único dia. Com todos os contratempos, não posso deixar de reconhecer o quanto tem sido importante como órgão de comunicação, sempre em busca da verdade para obter a credibilidade do povo santista.
Enfim, eu que me dane. Portanto, som na caixa porque “HOJE A CIDADE É DELA”.
Abraços do Gigi

A mulagem do PT

O Partido dos Trabalhadores dá um banho de como articular uma campanha eleitoral, como também de como governar um país que apresenta um dos maiores índices de corrupção no planeta. Inclusive, até a mídia considerada o “quarto poder” está em suas mãos.

Enquanto os intelectuais atacam Lula, o presidente em sua parvoíce toda, se esquecem das grandes cabeças pensantes do partido. Na surdina, elas agem nos bastidores comandando todo o encaminhamento político da nação, fazendo com que a maioria dos partidos e, principalmente, o maioral deles, o PMDB, “coma”em suas mãos.
E a mídia faz a parte dela promovendo o presidente cada vez mais na condição de um populismo exacerbado.
Na reunião do G-20, ele parece um bobo da corte, e considerado pelos mandatários das grandes nações como um “cara legal”, só. O reflexo desta consideração veremos daqui para frente. Sem negar, é claro, da exuberância em que o Brasil como país emergente sobrevive.
Eu defino como “mulagem” o fato de que, apesar de todas as mazelas praticadas na conduta da articulação, cada dia que passa se revela ainda mais toda a sujeira advinda de um passado, em que chafurda a maioria dos políticos brasileiros, onde se desmascara todos os poderes e nada acontece.Outro dia recebi um e-mail, do qual defini como genial, sobre um trabalho elaborado pelo jornal Diário do Comércio intitulado: “Museu da Corrupção”.
Parabens também a uma gama de excelentes cronistas “independentes” como Reinaldo Azevedo, Pompeu de Toledo e, em especial, o Arnaldo Jabor, este a quem já rasguei vários elogios sobre as suas crônicas, e hoje, mais velho e destemido, esbanja pela sua inteligência e irreverência uma capacidade soberba de julgamento.
Embora com todo esse escracho de nossos políticos, o que nos resta é apenas esperar as próximas eleições na esperança infinita de que o povo reaja a toda essa imundice.E, usando o linguajar popular, acredite se quiser: se ela não emplacar, é ele na fita de novo.

Abraços do Gigi

3 de mai de 2009

A doce amarga condição de ser vice

É duro, mas tenho que me render aos gambás. Já imaginava que seria uma missão impossível, tendo em vista os problemas acontecidos extra campo. Vários foram os fatores que contribuíram para que eles fossem campeões. Mas, dentre todos, acredito ter sido o marketing do Fenômeno o que mais pesou. E, com essa história toda, quem de fato saiu mais feliz foi a própria Confederação que, com certeza, terá casa cheia, ou melhor, cofres cheios para o Brasileirão.
Sorte não foi a de Mano, mas sim a de Luxemburgo e Muricy que, na verdade, não arcaram com o estrambótico, arrepiante, enervante, inaceitável, e mais “trocentos” adjetivos horripilantes, do título de vice-campeão.Sobre esta ótica isto quer dizer que, na verdade, quando se disputa uma final você, na condição de vice, é o DERROTADO. E acredite se quiser, terminaram invictos com 11 empates.
Um lembrete sobre esse menino Neymar, que foi crucificado mais pela falha do Kleber Pereira do que pelo seu próprio futebol. Tivesse o “Pé Murcho” feito o seu papel, ele com certeza estaria saindo dessa consagrado. Mas é uma bela promessa.
Dunga deve ter relembrado seus bons tempos de bola, ao assistir o Domingos...Seleção! - só o meu amigo Dorval, o Macalé, irá entender essa.No entanto, senti pelo menos um minuto de alegria. Mesmo com a vitória, não puderam por as mãos na taça... tava quente demais!

Abraços do Gigi

1 de mai de 2009

A síndrome dos 3x0 e 4x1

Havia reclamado sobre o que estaria acontecendo nos bastidores do clube para que houvesse essa repentina reviravolta no desempenho do elenco. Na verdade, dois jogadores tiveram influência direta nos acontecimentos, e o que parece é que estamos reféns deles. O goleiro reivindicou tudo o que tinha direito, e fez o que fez. O centro avante idem, e “não” fez o que “não” fez. É duro, às vezes, enfrentar a verdade, mas, lamentavelmente, ela tem que ser dita, custe o que custar.
Não aceito, em hipótese alguma, de que o Santos já foi longe demais. O futebol hoje no Brasil está nivelado, com raras exceções, muito por baixo, inclusive o futebol paulista. Para que sirva de fundamento a este raciocínio, tanto o Santos quanto o Corinthians desclassificaram das finais os dois melhores times do campeonato. Portanto, não aceito as desculpas de quem quer que seja, de que o vice-campeonato está muito bom.
O Mano padronizou uma tática e conseguiu patentear a retranca, no que se tornou o seu grande mérito, embora eu ache uma tática suicida. Já Mancini encorajou a renovação com muito sucesso e teve uma arrancada brilhante para a final.

Quero crer que essa síndrome da virada até que poderá acontecer, se forem esclarecidas as mazelas dos bastidores.
Outra vez a matemática me fustiga e proponho que seja utilizada uma fórmula quando da renovação contratual do centro avante: “para cada gol seu, se pagaria a importância de $50.000 e, na contra partida, ele devolveria aos cofres do clube apenas a bagatela de $20.000 a cada gol perdido”. No final da temporada, com certeza, ele estaria empenhando até os “brinquinhos”.
Abraços do Gigi