20 de ago. de 2009

Jogando a toalha

Sei que numa crise de fanatismo, apaixonados que somos pelo nosso time de futebol, acabamos sempre por exagerar em nossas manifestações. Mas, está ficando cada vez mais difícil assistir, vibrar, torcer e, principalmente, conviver com a falta de técnica e de tática existente entre todos os clubes brasileiros.

Alguns treinadores de hoje, sabedores que são dessa deficiência, apenas se armam na expectativa de uma falha de seu adversário que, com certeza absoluta, mais cedo ou mais tarde acontecerá. No jogo de ontem, entre Santos e Grêmio, ficou clara essa evidência por parte do Paulo Autuori, treinador do Grêmio. E olha que o Santos, através de seus defensores, deu um festival de pixotadas, e que por sorte não reverteram contra.

Quanto ao Luxemburgo, entendo perfeitamente quando ele olha para o banco de reservas e tem vontade de chorar, mas, no entanto, também errou naquilo que julgo ser elementar e básico nos treinamentos táticos. O Santos jogou os últimos dez minutos contra apenas dez jogadores do Grêmio em campo e, seu goleiro Felipe bateu nada menos do que dez tiros de meta, rifando a bola.

Só para deixar registrado: existe um lance que quando acontece, por parte de um bom jogador, eu até me arrepio. É quando ele, na pressão de um adversário, dá um bico para a lateral. É triste, e por essas e outras é que estou com vontade de jogar a toalha.

Abraços do Gigi

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