30 de out. de 2009

A sindrome da camisa 10

No passado, antes da Era Pelé, a camisa de maior relevância era a de número 8, considerada por quem a vestia, de cérebro do time, aquele que armava todas as jogadas e comandava o elenco em campo. Com o surgimento de Pelé, este magicamente por sua genialiade, acabou imortalizando a camisa de número 10, expressando assim, uma máxima a tudo que se refere a futebol.
Através dos tempos, muitos outros surgiram e abrilhantaram ainda mais como: Platini, Zico, Zidane, Maradona etc. etc. etc., mas, sempre com respeito à Sua Majestade, nunca deixando de fazer reverência ao verdadeiro e único criador.

Lembro-me bem quando os garotos, ao se apresentarem para as chamadas peneiras, respondiam a pergunta clássica do formador: “Qual a sua posição?”. E, invariavelmente, respondiam: “Sou armador, camisa 8”. Conseqüentemente, dos pretensos gênios, surgiam excelentes laterais, médios, atacantes e até mesmo goleiros.

Um fato curioso do meu passado foi quando o jogador Ademir da Guia, filho daquele que já recebia um apelido majestoso, e que também por sua técnica e habilidade apurada iniciou com a camisa 8, acabou por se notabilizar quando vestiu a camisa 10 herdando o mesmo apelido de seu pai, Domingos da Guia – “O Divino”.

Mas, o que me entristece é ver hoje em dia a banalidade com que os treinadores encaram este fato histórico, distribuindo a camisa sagrada a qualquer jogador sem um mínimo de técnica.

Embora reconheça tal valor, sempre fui contra a idéia maluca de alguns fanáticos torcedores de querer preservar a memória daqueles monstros sagrados que a envergaram, pedindo assim a sua exclusão. No entanto, tenho repentes, pelo que vejo, principalmente, no Santos F.C., de ser solidário àquela minoria.

Abraços do Gigi

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