19 de jan de 2010

Corinthians, o protagonista do inusitado

(foto globoesporte.com)
Talvez ficasse melhor o emprego de excentricidade ao protagonista de todas as tramas, e por isso devemos tirar o chapéu para esse marqueteiro, que deve fazer inveja até mesmo ao do partido governista, o PT.

Se fossemos buscar no passado mais remoto, haveríamos de encontrar, com certeza, inúmeras passagens, mas, no entanto, vamos dar o start pelos idos da década de 50, mais precisamente em 1954, quando do 4º centenário da cidade de São Paulo em que ele sagrou-se campeão.

Sabe lá Deus como, aos trancos e barrancos, fazendo peripécias das mais habilidosas em busca desse título. Só para relembrar um pouco, acredito terem sido umas tantas e quantas partidas vencidas no limite do seu tempo com a ajuda daquele apito amigo e quase sempre em uma cena dantesca com o árbitro de punho em riste apontando o cal.

Afora os contratos extraordinários de atletas renomados numa nítida ação promocional, como Garrincha, Ronaldo Fenômeno, e agora, Roberto Carlos (e não duvido se na época tiveram a pachorra de querer contratar o Pelé), e assim, conseguindo sempre a qualquer custo iludir e emocionar a sua excepcional massa.Também, os inúmeros títulos paulistas conquistados, tenham sido eles tirados ou não no famoso par ou impar do Trio de Ferro, não deixam e mesmo, sequer, denigrem a imagem deste clube que faz das tripas coração para agradar a sua turba. (leia mais aqui)

Mercado de ilusões


Os times classificados para disputarem a Copa Libertadores 2010 começam a se movimentar na preparação e formação dos seus plantéis, e aí é que a porca torce o rabo. Loucuras e mais loucuras levam os dirigentes de clubes à famosa “dança do diabo”, neste mercado super inflacionado.

Até agora, São Paulo e Corinthians comandam o festival dos horrores se iludindo, ambos, na busca insana e escassa de um possível craque. Tanto que acabam se esquecendo que este torneio, ou melhor, qualquer disputa além dos nossos limites, significa enfrentar este que considero odioso até de pronunciar... o ”futebol força”. Portanto, contrariando um preceito estabelecido pelos boleiros de que prevalece sempre a categoria e não a correria, é que tenho que repensar meus conceitos e aceitar de vez a evolução e modernidade do esporte em geral.

Cerimonial da hipocrisia


Não sei se vocês se apercebem, mas toda e qualquer transição de cargo ou posto, seja ele político ou não, e ainda mais sendo oposicionista, é um verdadeiro festival de hipocrisia. Claro que faz parte de um ritual formal a ser seguido, mas, no entanto, imaginem quanto é difícil tecer palavras de elogio ao seu sucessor, quando no seu âmago você gostaria de estar metralhando impropérios dos mais rudes, em vez de morder a sua própria língua, ou se por ventura estiver com as mãos nos bolsos... Ai, ai!


Portanto, esse mundo do querer, o poder é claro, é complicado demais.


Este é um dos motivos que me fez ficar a margem de determinados seguimentos, tendo em vista ter adotado desde cedo (continuar lendo)

Mamãe eu quero...


Fim de temporada, breve descanso, e logo a retomada deste calendário que precisa ser revisto e replanejado. Meu amigo Amílcar Ferrão Pinto, embora literato, me alertou sobre este tema e também me envergonhou mostrando-se mais conhecedor de futebol do que eu mesmo. Não sei se talvez o calendário europeu seja o ideal, haja vista ao seu final se chocar com o desgaste em época de Copa do Mundo.

O nosso calendário, pelos campeonatos regionais e pelas demais copas, está totalmente sob critério destituído de lógica, provavelmente no interesse político de cada Estado. Ironizando este fato cabe perfeitamente o refrão da marcha de Jararaca e Vicente Paiva ”mamãe eu quero mamar”.
Necessitamos, portanto, estudar uma forma melhor quanto à escolha daqueles que disputarão as respectivas copas sem atendimento a “choradeira” das federações. Por exemplo, o time do Barueri com boa participação (ler a matéria completa)