23 de mar de 2010

Neymar e Ganso já !!

Continua o desdém dos cronistas esportivos com relação aos feitos dos Meninos do Santos F.C. Ainda não caiu a ficha sobre a realidade que desponta, já a algum tempo, de que eles de fato revolucionaram e fizeram renascer o futebol dinâmico e alegre de um passado saudoso.

Numa atitude de demérito, estão faltando com respeito aos clubes disputantes que cumprem sua função, como profissionais que são, enfrentando com responsabilidade e dignidade, honrando um campeonato considerado por eles mesmos como de alto nível.

O problema maior, no que dá mais ênfase ao futebol jogado pelos garotos, é o fato dos times, através de seus treinadores, ficarem mais preocupados em deixar alertas os seus botineiros do que enfrentar com coragem, ou mesmo criarem estratégias de contenção. Isto na verdade acirra mais a vontade de jogar pelos intimidados, que reagem naturalmente em defesa de um sentimento nobre que é o brio de cada um. Tática até certo ponto válida quando apenas um jogador se destaca, mas não no caso do Santos que tem excelência em boa parte de seu elenco.

Seria uma oportunidade impar se todos tentassem jogar despreocupados com a truculência, e aí sim, teríamos, para deleite da platéia em geral, um espetáculo homérico que agradaria a “gregos e troianos”.

Será, de fato, uma briga insana que esses meninos irão enfrentar para galgar o ápice da fama, que, aliás, está bem próxima.

Não quero me gabar, mas hoje toda a mídia reivindica a convocação de Ganso e Neymar para a nossa seleção brasileira, quando já havia me manifestado em crônicas anteriores desta intenção.

Que Dunga pense, repense e relegue sua soberba atendendo a um pedido que se faz, não só através da crônica esportiva, mas também desses aficionados e loucos por futebol.

Portanto, a uma só voz: NEYMAR E GANSO JÁ

Abraços do Gigi

22 de mar de 2010

O melindre do novo Margarida

Pronto! Bastou elogiar os gigantes da mídia na sua imparcialidade e lá vem eles “arregaçar as mangas”, como se diz na gíria, a favor de seu time preferido, querendo a todo custo crucificar os Meninos da Vila.

Quanto ao Neymar pedem a máxima de 18 jogos, fazendo lembrar o filme “Um sonho de liberdade”, sobre a história verídica de Andy Dufresne, um promissor banqueiro que num ato de devaneio passional acabou sendo condenado a pena máxima.

Acredito haver coerência por parte do comitê julgador, tendo em vista a infame decisão do árbitro da partida colocando na súmula o palavrão proferido por Neymar, após a sua expulsão. Portanto será até certo ponto fácil apresentar a sua defesa pela simples análise lógica sobre a reação espontânea e não a ofensiva.

Estou ficando velho e o porquê de sempre estar usando de analogia para os casos recentes. Este, por exemplo, me fez lembrar Pelé, sua majestade, que deve ter mandado, me desculpem usar o termo que consta da própria súmula, “tomar no c...”, quase todos os árbitros de futebol do mundo. Afinal, qual o jogador que não reage desta forma, principalmente aqueles mais visados pelos brucutus, e que tantos árbitros fazem ouvidos surdos às xingações pelo entendimento de uma reação tempestiva.

O que me deixa encafifado é a reação dele, o Margarida, que me parece deixou transparecer que o impropério deve ter atingido o seu âmago, ou quem sabe pegou na sua “ferida”.

Não quero com isso isentar de toda culpa o menino que deve sofrer, quando muito, um puxão de orelhas.

Na verdade, gostaria de assistir a esse julgamento para que no final, obviamente, dependendo do resultado de uma provável ilógica, pudesse com todo fôlego soltar um sonoro “Vão tomar no C...” (não sei a razão das reticências).
Ainda em tempo, como havia feito esta matéria antes do julgamento, favor desconsiderar o parágrafo anterior devido Neymar ter pego a pena mínima para frustação de muitos.

O Santos F.C. jogou, na última 4ª. feira, em Belém do Pará, contra o Remo pela Copa Brasil, e para variar dando aquela alegria para quem compareceu ao Estádio do Mangueirão, por sinal um belo estádio. Com uma exibição de gala do menino Neymar, onde tive a pachorra de anotar as faltas sofridas por ele e praticadas por um único jogador de nome Danilo: 435 (quatrocentas e trinta e cinco) faltas, naquele que teve o privilégio de ter feito o gol de número 11.500 do Santos F.C. E no último final de semana jogou pelo campeonato paulista vencendo o Ituano pela contagem de 9x1.

Agora, para justificar o desprestigio que a mídia vem anotando aos adversários do SFC, afirmo apenas que o São Paulo havia vencido o Ituano por 1x0, Santo André por 2x1, o Palmeiras empatou por 3x3, e agora só falta saber o resultado contra o Corínthians pela última rodada do campeonato, para dar o verdadeiro crédito a quem de direito.

Abraços do Gigi

Loucos por futebol

Talvez considerem exagero, mas na verdade nós brasileiros, e hoje acredito o mundo inteiro respira futebol. É a tônica do nosso cotidiano. Vários estudos já foram elaborados por curiosos e até mesmo por sociólogos sobre o quanto pesa na consciência do trabalhador o resultado de uma partida.

Portanto, a alegria de viver está contida na paixão que cada um desenvolve pelo seu hobby preferido, e nós, obviamente, pelo futebol.

O aparecimento dessa garotada do Santos F.C. fez renascer o entusiasmo de assistir um bom espetáculo, tanto que já carregam consigo o apelido de “Meninos de Soleil”, em razão do maravilhoso circo francês que reedita nos tempos modernos aquele outro tanto deslumbrante circo americano do passado, “O Maior Espetáculo da Terra”, fazendo com que até mesmo os mais acirrados antagonistas batam palmas.

Eu, sinceramente, já estava descrente de ver de novo o que Pelé & Cia. fizeram pelos idos de 50 e 60. No entanto, minha geração se sente privilegiada, e a prova disso esta no comparecimento aos estádios daquele apreciador do bom futebol independente do time que torça.

Vários cronistas de peso da nossa mídia num julgamento totalmente desprovido de parcialidade não se cansam de rasgar elogios e enaltecer o renascimento do futebol arte, alegre e jovial que os garotos dessa nova safra, principalmente os dos Santos F.C., apresentam. Isto faz com que mantenhamos nossa tradição perante o mundo da hegemonia sobre o futebol.

Esse interesse mostrado pela mídia é até certo ponto benéfico para que fomente perante as autoridades uma atitude no sentido de se preservar por mais tempo, em nossos gramados, esses ídolos que fazem a alegria tanto de jovens quanto dos adultos, e porque não afirmar, segundo a psicologia, o quanto é salutar para a nossa cadeia produtiva e conseqüentemente trazendo o tão almejado “bem estar social”.

Bom, minha gente, espero aqui ter contribuído com o mínimo perante toda um mídia esportiva, composta por gigantes, para que se inicie um movimento sobre a reivindicação acima, que acredito ser o desejo de toda uma nação de apaixonados pelo futebol, pois... Somos loucos por futebol !!

Ainda em tempo... Belo “puxão de orelhas” deu o Palmeiras na molecada do Santos neste último final de semana. Mostrou que falta ainda alguma coisa para se tornar, de fato, esse tão encantado time dos sonhos. Pela coreografia apresentada pelo Palmeiras a cada gol feito, mostraram realmente que não são do ramo.

No entanto, este resultado não irá afetar e nem criar um desalento sobre tudo o que foi acima afirmado, mesmo porque assisti, nos áureos tempos da Era Pelé, muitas derrotas do Santos F.C., e nem por isso deixaram de ser eleitos como o time do século.

Abraços do Gigi

9 de mar de 2010

Seleção de marionetes

Dunga, me parece, conseguiu fechar um grupo de subservientes ao seu propósito. Pelo sistema de trabalho aplicado, realmente fica difícil convencê-lo, a esta altura do campeonato, dos limites de certos jogadores como: Elano, Julio Batista, Felipe Melo, Josué, Kleberson, sendo que no momento despontam jogadores muito mais gabaritados do que esses.

Mas, respeitemos a soberba do Dunga com relação a eles, pois são obedientes à sua ordem, assim como dizemos na gíria futebolística: “eles comem grama” e seguem à risca o seu comando. No entanto, nossa seleção aposta todas as fichas em Kaká que sem dúvida é um jogador de potencial qualificado, porém com uma performance de conduta definida, no chamado arranque.

Todavia, acredito que os boleiros e os entendidos da imprensa estejam preocupados com a falta daquele jogador diferenciado, do qual sempre dispusemos em copas passadas como foi o caso de Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates, Romário, Ronaldo Fenômeno, e agora botam fé apenas em Robinho, que ainda se recupera e se recicla do seu comportamento. Portanto, iremos para essa copa com o dois únicos jogadores que poderão fazer a diferença, embora ambos apresentem problemas distintos como a púbis do Kaká e a falta de identidade do Robinho.

O resto do elenco, fazendo um julgamento de forma jocosa, parece mais um jogo de Pebolim, fixos à vontade de seu mandante.

Outros treinadores, no passado, conseguiram o sucesso usufruindo desse mesmo sistema que é calcado na disciplina e na confiança nos jogadores. Isto me faz lembrar da Copa de 70 quando conquistamos o Tri em que teve no seu banco de reservas jogadores extremamente habilidosos e até muito superiores tecnicamente aos titulares, e que, no entanto, não inspiravam confiança do treinador, que foram: Marco Antonio, Joel Camargo, Paulo Cezar Caju e Jonas Eduardo – Edu.

Sob a ótica da disciplina, não poderemos contestar, porque está embasada naquilo que norteia toda e qualquer atividade na conduta da vida. Se olharmos por este prisma, fica difícil entender a situação de um Adriano e o preterido Ronaldinho Gaúcho.

Eu, se fosse o Dunga, já que não abre mão de sua teimosia em não levar o Ronaldinho Gaúcho, me despiria de seu manto e tentaria levar aquele jogador faltante no elenco que é o armador, como: Hernandes, Diego, e porque não Paulo Henrique, o Ganso, que surpreende a cada jogo.

Não gostaria de terminar desta forma, mas como aqui tudo acontece, seria oportuno fazer uma pergunta: “será que existe alguma coisa, nesse bastidores, que não sabemos?”
Abraços do Gigi 

O complicado entendimento do que é esperteza

O mundo capitalista, e hoje menos estatizado, leva o indivíduo à corrida desenfreada pelo sucesso, tendo como alavanca, além da sabedoria, a tão famigerada esperteza. Palavra esta que de há muito encoraja o dinamismo no mundo dos grandes negócios.

Não basta apenas inteligência, mas sim o aguçado e arrojado espírito de empreendedor no desenvolvimento de qualquer atividade, seja na política, na economia, ou mesmo no social. Aquele que bem se acerca politicamente, obviamente será recompensado economicamente e conseqüentemente terá um destaque na sociedade.


Como então definiríamos a palavra esperteza? (clique aqui para continuar lendo) 

O show vai começar

Estamos querendo imitar o futebol europeu quando ainda não temos as mínimas condições, pela falta de organização. É muito prematuro tentar se igualar quando, sequer, temos uma infra-estrutura adequada com estádios condizentes, público educado, rendas programadas, enfim, uma gama de atos necessários à realização de bons  espetáculos.

Portanto, achei exagerada a declaração do presidente do Santos F.C., Luiz Álvaro, embora tenha reconhecido a sua real pretensão quando equiparou o jogo do Santos contra o Corinthians como um espetáculo do Cirque du Soleil. Nem tanto, nem tanto, presidente!

Querer elitizar a freqüência nos estádios é um desrespeito ao nosso público que é composto, na sua maioria, pela tão encantada “massa”, isto porque nosso poder aquisitivo não suporta custo tão elevado, partindo da premissa ser quatro jogos mês.

Outro aspecto importante, obviamente pela desorganização, é a falta de segurança, mesmo porque, até hoje não conseguimos eliminar as chamadas torcidas organizadas, mola propulsora dos atos de barbárie, fruto da deficiência de nossas autoridades que apenas obedecem a uma regra geral neste país – a impunidade.

O momento, de fato, não é bom sobre este comparativo, isto porque se cria uma falsa ilusão de que a cada jogo deve ser uma apresentação, quando na verdade é uma disputa, podendo até contaminar a cabeça dos próprios jogadores.

Quero deixar bem claro que do ponto de vista dos dirigentes, pouco eles têm a fazer, cuja ação mais eficaz e efetiva cabe ao Poder Público. Quando da repreensão aos distúrbios compete a Polícia Militar não simplesmente provocar a dispersão, mas sim autuar os responsáveis. Tudo isso dá a sensação de impunidade.

É, portanto, atribuição do Ministério Público, que criou há tempos promotorias especializadas todavia não apresentando  até então nenhum resultado prático. Em resumo, em minha opinião, toda e qualquer evolução somente se dará a longo prazo com a mudança de comportamento do ser humano, agregando ética, valores morais etc. Enfim, acabamos mostrando carência e batendo na mesma tecla que norteia toda e qualquer campanha de bom senso – FALTA DE EDUCAÇÃO.

Ainda em tempo, aproveito para fazer um pequeno comentário sobre a partida que aconteceu neste último domingo. Como o time do Corinthians é sempre o protagonista do inusitado, desta vez não deixou por menos. Iniciou a partida com uma retranca ferrenha atendendo solicitação de seu treinador que se destaca cada vez mais neste tipo de jogo. Se tivesse ele a coragem de partir para cima do Santos, com certeza teríamos visto uma partida cheia de gols e emoções. Aí sim, talvez valesse como espetáculo.

Um fato interessante é que o time do Corinthians entrou em campo para tentar desestabilizar o árbitro, fazendo pressão a cada falta marcada. Enfim, se preocuparam mais em marcar o árbitro do que a molecada do Santos. Portanto, ficou bastante evidente a covardia de seu treinador.

E o mais engraçado ainda, foi que o Corinthians jogou melhor com nove jogadores do que com os onze em campo. Isto me fez lembrar de um velho mito dos tempos da várzea, em que o treinador, no desespero, preferia jogar com dez a manter em campo o jogador perna de pau.

Abraços do Gigi

1 de mar de 2010

Aqui se faz, aqui se paga

Mais velho do que andar para trás é discutir as diversas controvérsias que o futebol nos apresenta. No entanto, no momento em que vivemos, elas sempre acontecem apenas com roupagem nova. Desta feita, citarei o caso de dois treinadores que terminaram o Campeonato Brasileiro de 2009 no top de linha, Luxemburgo e Muricy, os quais me refiro de forma jocosa como: “Eu xou o dono” e o “Masca Chiclete”.
Duas personalidades totalmente distintas no âmbito da bola. Um, se promoveu através de um marketing mais em cima do bla,bla,bla do que por conhecimento, ou mesmo, competência, porque se assim fosse, não deixaria chegar ao ponto que chegou.

O outro, um temperamento controvertido até consigo mesmo. Mostrando apenas um lado que até certo ponto é favorável no comando de um plantel, o que diríamos na gíria futebolística: “ele fala a mesma linguagem dos jogadores”. Expressão esta, que define o quanto é difícil lidar com eles.

Dr. Carlos Alberto Gouveia Braga, traumatologista e especialista em medicina esportiva, com prática há quase quarenta anos no comando do departamento médico de vários clubes, inclusive no exterior, que não me faça mentir sobre a afirmativa acima. Por todo esse know-how adquirido no convívio diário com o jogador de futebol, acredito ser ele hoje um PHD em manha de jogador.

Enfim, hoje passados apenas dois meses do ápice da glória desses dois técnicos, haja vista no início do ano serem os mais requisitados e badalados no mercado de trabalho com seus passes sendo os mais aviltantes, estão praticamente limitados a condições pouco louváveis. Isto mostra, nada menos, o quanto é volátil este mercado.

Luxemburgo, no Galo Mineiro, tenta a todo custo (acho melhor empregar um termo mais justo, que seria: a menos custo) sobreviver e amargar todas as suas tentativas inglórias. Já para o Muricy não existe outro termo mais adequado do que sucumbiu a si próprio, ficando no purgatório. Nesse tempo de descanso, que sirva de reflexão quanto a sua postura diante da imprensa, ponto fraco de sua carreira, que deve, sem dúvida, trabalhar melhor o seu ego.

Na verdade, ambos obedecem "ipsis litteris" a um ditame popular: “Um dia no céu outro no inferno”.
Portanto, não sei se caberia aqui aplicar a Lei Divina, por terem correspondido a um dos sete pecados capitais, de que aqui fazemos e aqui pagamos pelos nossos erros.

Abraços do Gigi

Não! De novo, não !

A história se repete e, talvez, com o mesmo afinco de outrora. Os quesitos que lembram os monstros do passado são justamente os que mais embalam o ídolo para a glória: infantilidade, humildade e a genialidade que é inata.

Acredito que a esta altura já caiu a ficha de muitos boleiros e entendidos da bola. E o que mais reforça essa tese é o fato de torcedores de outros times já aceitarem a idéia de que o menino Neymar é diferenciado. Isso me faz lembrar até mesmo do Pelé, quando ainda mirrado foi convocado para a Seleção Brasileira com o crédito somente da maioria dos boleiros (até dizem, nos bastidores, que os próprios jogadores é que o escalaram para jogar).

Claro que provavelmente chego ao exagero, mas que dá uma “cosquinha”... dá, ver acontecer de novo. Caso isso ocorra, nós da mesma geração, não só do Santos F.C., mas também de todos que apreciam o futebol arte, seríamos privilegiados pela terceira vez por rever o futebol irreverente, debochado e maravilhosamente “moleque”.

Torço e muito para que o Robinho se renove naquilo que acho ser a mola propulsora do sucesso, que é a humildade. Sei o quanto é difícil alguém sem uma estrutura adequada ganhar o absurdo que o futebol “capitalista” proporciona nos dias de hoje, e conseguir manter o equilíbrio no raciocínio e na conduta.

Acompanhando o futebol desde 1955, vi passar ao longo de todos esses anos os magos da bola, principalmente o Pelé, e se me fosse permitido pelo gênio da lâmpada fazer um único desejo , com certeza não vacilaria, e de pronto pediria: “Quero ver a passagem do cetro de sua majestade, o Rei Pelé, para esse menino Neymar”.

Sei que será a vontade de muitos amantes do futebol querer rever novamente toda a magia que ele nos proporcionou, seja com Neymar ou outro. Infelizmente, os fanáticos são-paulinos, palmeirenses e corintianos, traumatizados pelo passado gritarão em uma só voz: NÃO! DE NOVO...NÃO!


Abraços do Gigi

Seneme nota 1000

Os meus amigos, a esta altura do campeonato, devem estar pensando que pirei de vez por estar elogiando um árbitro. Na verdade estou aplaudindo um ato totalmente isolado, pois todos têm consciência plena pelo que tenho manifestado ao longo do tempo, e sei que não deixei dúvida alguma sobre a minha aversão aos ditos cujos (meu amigo Dr. Hélio Agostinho com certeza endossará este meu testemunho).

Só quem nasceu e viveu no mundo da bola, disputando desde as peladas de rua até os jogos oficiais, é que tem a noção do quanto esta figura é perniciosa no âmbito da legalidade. Jogando na várzea então, foi quando adquiri este trauma já na minha infância, quando os clubes chamados no sentido figurado de “clubes de esquina” ou de “Camisa e bola”, isto porque não tinham campo, quase sempre eram suas vítimas e acabavam contribuindo para a coleção de partidas invictas do time mandante. Portanto, esta minha repugnância a eles tem muito fundamento.

Agora vamos ao fato acontecido no jogo entre Corinthians e Palmeiras, quando Seneme expulsou o lateral Roberto Carlos com apenas alguns minutos de partida, em uma jogada extremamente condenável pela regra do futebol que é o carrinho, que por sinal é a sua marca registrada. Mas, infelizmente, a sua enérgica decisão foi apenas um repente que acontece de quando em quando. No primeiro momento me fez lembrar de “Armandinho” que adorava crescer em cima das vedetes, no entanto, foi um simples deslize de sua parte.

Lamentavelmente esta regra não é seguida à risca, e, portanto, acaba não coibindo a sua prática, aliás, não somente esta como outras tantas.
Como já afirmei em outra crônica, quanto melhor o árbitro na sua condição técnica, mais poder de manipulação e condução de uma partida ele tem.

Outra observação válida neste momento e que não poderia passar em branco, é sobre como eles encaram os iniciantes “filés de borboleta”, caso do Neymar do Santos F.C., que vem sofrendo com a truculência do futebol moderno e também vítima da má interpretação de suas majestades, os árbitros, de que futebol é pra homem, deixando de punir com severidade os trogloditas da bola, contribuindo assim para o abominável futebol força. Para comprovar esta minha afirmativa, basta assistir aos vídeos dos jogos em que este menino participou e confirmar todas as agressões sofridas por ele como, socos, pontapés, cotoveladas, etc.
Um dia, quem sabe, a utopia da lisura e do discernimento vencerá, e aí sim, teremos o deleite de reviver o futebol alegre desta molecada que tem como paradigma o nosso saudoso Garrincha.

Abraços do Gigi

Pátria amada, salve, salve !

Jogadores brasileiros em decadência no exterior voltam para suas bases no intuito de se reciclarem e salvaguardar o investimento dos clubes estrangeiros. Portanto, jogada de marketing tanto deles quanto dos nossos clubes também, que no saudosismo, mesmo correndo risco, tentam conservar a imagem de seus ídolos.

O último caso é o do Robinho, que tendo declinado vertiginosamente no futebol europeu fez com que o Manchester City, que investiu uma soma gigantesca, o mandasse de volta para recuperar o seu prestigio, não só junto ao torcedor brasileiro como também perante o seu próprio selecionado.

Embora tenha saido pela porta dos fundos, haverá mérito se de fato ele reconheceu o seu erro. Portanto, motivação é o que não falta, haja vista ter preterido outros clubes para voltar a jogar pelo seu clube formador, o Santos F.C. que reedita mais uma vez uma meninada altamente capacitada, demonstrando aquele futebol alegre que sempre nos encantou.

O mesmo aconteceu com Ronaldo Fenômeno e o Adriano, que a esta altura já desfrutam de uma situação melhor, tanto que ambos estão na mira do Dunga. Isto prova que a jogada de marketing foi perfeita porque ambos além de valorizarem seus passes, ainda salvaguardaram os interesses de seus mandantes.

Muita polêmica e preocupação deixam atônitos todos os torcedores em função das somas gigantescas que envolvem os seus contratos. No fundo, desconhecemos de fato o quanto sobra efetivamente de responsabilidade exclusiva para cada clube. Essa interrogação que nos é impingida fica restrita apenas à diretoria executiva que no anseio de atender a sua massa e corresponder a sua política de gestão coloca em alto risco toda operação.

Em face à sua complexidade, o porquê do futebol hoje exigir dirigentes gabaritados e aliados ao pensamento empresarial. A essa responsabilidade devem associar-se o conselho e as suas comissões fiscais, para que haja transparência total em toda e qualquer atividade do clube.

Abraços do Gigi

Copa da malandragem

Não é despeito pela derrota do meu time, o Santos F.C, para o São Paulo nesta final da Copinha, mas cabe uma observação bastante meticulosa não só por esse jogo, como também por todos os demais realizados, onde se viu, lamentavelmente, prevalecer o odiado por nós brasileiros do chamado futebol força.
Força esta não coibida pelos árbitros, que, aliás, deixaram muito a desejar em todo decorrer do torneio.

Afinal, eles precisam entender, de uma vez por todas, que eles são educadores e, principalmente, disciplinadores destes jogadores que estão em fase de formação. No entanto, acabam permitindo a truculência e a malandragem.

Se houvesse mais honestidade e eficiência no seu aprendizado, com certeza, teríamos uma geração futebolística com mais homens de respeito do que simplesmente jogadores de futebol.

O que mais se viu nesta Copa São Paulo foi cotovelada, carrinho maldoso e muita manha no intuito de cavar falta, enfim uma série de práticas do ante-jogo.

O que deixa transparecer é que eles, os árbitros, é que estão se aprimorando na “malandragem” do apito.

As imagens do segundo tempo da partida mostraram nitidamente a má intenção do árbitro, permitindo que o São Paulo usasse e abusasse do jogo truculento, distribuindo pontapés por todo lado, e alguns até sem bola. Tanto que chegou a irritar o treinador Narciso, que no seu desabafo acabou por desestabilizar o time na disputa dos pênaltis.

Não quero com isso desmerecer alguns destaques do time do São Paulo como o Marcelinho e Ranoeli, mas, infelizmente, prevaleceu a malandragem do seu técnico na condução dos menos habilidosos.

Abraços do Gigi

Amigos para sempre

Já estou ficando cabreiro. Não é fácil ver os amigos e companheiros de infância e de esporte, partirem sem dar a mínima satisfação. Portanto, duas mortes súbitas que deixarão muitas saudades.
Moacyr Rebello dos Santos, um atleta que conseguiu todos os méritos naquilo que ele mais adorava, a natação. Deixarei para a imprensa escrita e falada relatar todas as suas proezas, enquanto que eu apenas falarei do amigo irreverente que foi. Brincalhão e gozador ao extremo, tanto que chegou a ser suspenso pela Confederação Internacional de Natação por uma de suas brincadeiras nos jogos pan-americanos realizados nos Estados Unidos, na cidade de Chicago. Amigo e parceiro na minha juventude quando jogávamos juntos voleibol e futebol pelo Clube Internacional de Regatas, o vermelhinho da Ponta da Praia. Clube que sem dúvida deverá com todas as honrarias prestar homenagens póstumas.
Tivemos uma passagem interessante lá pelos idos dos anos 60, quando após um treino de voleibol com o também saudoso Douglas Machado, dei-lhe carona no meu Aero Willys e, de repente, três ciclistas ocuparam meia pista da avenida da praia. Assim que eu os ultrapassassei, eis que Moa debruçou-se pela janela e com uma almofada de assento, enxotou-os e fez com que caíssem um sobre o outro na calçada. Lá pelas tantas, eu já na porta de minha casa batendo papo com amigos, eis que três viaturas identificaram o meu carro e a minha camisa vermelha, que naquela época só os playboys é que usavam, e não tiveram dúvidas: acabaram me levando para o chiqueirinho da cadeia da Praça dos Andradas. Fez-me companhia um amigo solidário, Aylton Denari. Ao raiar do sol, o Dr. Arquimedes Bava, ainda roncando, nos levou para casa sob uma baita bronca. Essa, acredito deva ter sido a pior que ele me aprontou. Seus amigos devem ter armazenado inúmeras passagens, ou melhor, aprontos seus que agora lembrarão com muitas saudades.


Quanto ao outro amigo, Delfim Peaguda Quintas... Foi um “cracaço” de nossa várzea, de botar inveja a muitos que foram profissionais e atingiram o estrelato. Para terem um idéia do quanto ele era bom, recusou nada mais do que convite para jogar no São Paulo F.C. e no F.C. do Porto de Portugal, e para variar, obedecendo aquela soberba da época, que era “vá estudar meu filho”, isto porque o seu pai que era espanhol, não dava moleza. Outro companheiro em que formamos juntos na seleção paulista de futebol de praia, onde disputamos dois brasileiros consecutivos. Versátil, inteligente e elegante no trato da bola.
Na várzea fez sua história no Cidade de Santos, no Ouro Verde e no XI Santista, todos do Marapé, e no futebol de praia disputou pelo timaço do Milton Alves, o Caravelas. Este, com certeza, irá reforçar o time celestial juntamente com Chico da Rita, Carioca, Dema, João Enguiça e muitos outros que estão na nossa saudosa lembrança.

Abraços do Gigi