22 de mar. de 2010

O melindre do novo Margarida

Pronto! Bastou elogiar os gigantes da mídia na sua imparcialidade e lá vem eles “arregaçar as mangas”, como se diz na gíria, a favor de seu time preferido, querendo a todo custo crucificar os Meninos da Vila.

Quanto ao Neymar pedem a máxima de 18 jogos, fazendo lembrar o filme “Um sonho de liberdade”, sobre a história verídica de Andy Dufresne, um promissor banqueiro que num ato de devaneio passional acabou sendo condenado a pena máxima.

Acredito haver coerência por parte do comitê julgador, tendo em vista a infame decisão do árbitro da partida colocando na súmula o palavrão proferido por Neymar, após a sua expulsão. Portanto será até certo ponto fácil apresentar a sua defesa pela simples análise lógica sobre a reação espontânea e não a ofensiva.

Estou ficando velho e o porquê de sempre estar usando de analogia para os casos recentes. Este, por exemplo, me fez lembrar Pelé, sua majestade, que deve ter mandado, me desculpem usar o termo que consta da própria súmula, “tomar no c...”, quase todos os árbitros de futebol do mundo. Afinal, qual o jogador que não reage desta forma, principalmente aqueles mais visados pelos brucutus, e que tantos árbitros fazem ouvidos surdos às xingações pelo entendimento de uma reação tempestiva.

O que me deixa encafifado é a reação dele, o Margarida, que me parece deixou transparecer que o impropério deve ter atingido o seu âmago, ou quem sabe pegou na sua “ferida”.

Não quero com isso isentar de toda culpa o menino que deve sofrer, quando muito, um puxão de orelhas.

Na verdade, gostaria de assistir a esse julgamento para que no final, obviamente, dependendo do resultado de uma provável ilógica, pudesse com todo fôlego soltar um sonoro “Vão tomar no C...” (não sei a razão das reticências).
Ainda em tempo, como havia feito esta matéria antes do julgamento, favor desconsiderar o parágrafo anterior devido Neymar ter pego a pena mínima para frustação de muitos.

O Santos F.C. jogou, na última 4ª. feira, em Belém do Pará, contra o Remo pela Copa Brasil, e para variar dando aquela alegria para quem compareceu ao Estádio do Mangueirão, por sinal um belo estádio. Com uma exibição de gala do menino Neymar, onde tive a pachorra de anotar as faltas sofridas por ele e praticadas por um único jogador de nome Danilo: 435 (quatrocentas e trinta e cinco) faltas, naquele que teve o privilégio de ter feito o gol de número 11.500 do Santos F.C. E no último final de semana jogou pelo campeonato paulista vencendo o Ituano pela contagem de 9x1.

Agora, para justificar o desprestigio que a mídia vem anotando aos adversários do SFC, afirmo apenas que o São Paulo havia vencido o Ituano por 1x0, Santo André por 2x1, o Palmeiras empatou por 3x3, e agora só falta saber o resultado contra o Corínthians pela última rodada do campeonato, para dar o verdadeiro crédito a quem de direito.

Abraços do Gigi

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