9 de mar. de 2010

Seleção de marionetes

Dunga, me parece, conseguiu fechar um grupo de subservientes ao seu propósito. Pelo sistema de trabalho aplicado, realmente fica difícil convencê-lo, a esta altura do campeonato, dos limites de certos jogadores como: Elano, Julio Batista, Felipe Melo, Josué, Kleberson, sendo que no momento despontam jogadores muito mais gabaritados do que esses.

Mas, respeitemos a soberba do Dunga com relação a eles, pois são obedientes à sua ordem, assim como dizemos na gíria futebolística: “eles comem grama” e seguem à risca o seu comando. No entanto, nossa seleção aposta todas as fichas em Kaká que sem dúvida é um jogador de potencial qualificado, porém com uma performance de conduta definida, no chamado arranque.

Todavia, acredito que os boleiros e os entendidos da imprensa estejam preocupados com a falta daquele jogador diferenciado, do qual sempre dispusemos em copas passadas como foi o caso de Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates, Romário, Ronaldo Fenômeno, e agora botam fé apenas em Robinho, que ainda se recupera e se recicla do seu comportamento. Portanto, iremos para essa copa com o dois únicos jogadores que poderão fazer a diferença, embora ambos apresentem problemas distintos como a púbis do Kaká e a falta de identidade do Robinho.

O resto do elenco, fazendo um julgamento de forma jocosa, parece mais um jogo de Pebolim, fixos à vontade de seu mandante.

Outros treinadores, no passado, conseguiram o sucesso usufruindo desse mesmo sistema que é calcado na disciplina e na confiança nos jogadores. Isto me faz lembrar da Copa de 70 quando conquistamos o Tri em que teve no seu banco de reservas jogadores extremamente habilidosos e até muito superiores tecnicamente aos titulares, e que, no entanto, não inspiravam confiança do treinador, que foram: Marco Antonio, Joel Camargo, Paulo Cezar Caju e Jonas Eduardo – Edu.

Sob a ótica da disciplina, não poderemos contestar, porque está embasada naquilo que norteia toda e qualquer atividade na conduta da vida. Se olharmos por este prisma, fica difícil entender a situação de um Adriano e o preterido Ronaldinho Gaúcho.

Eu, se fosse o Dunga, já que não abre mão de sua teimosia em não levar o Ronaldinho Gaúcho, me despiria de seu manto e tentaria levar aquele jogador faltante no elenco que é o armador, como: Hernandes, Diego, e porque não Paulo Henrique, o Ganso, que surpreende a cada jogo.

Não gostaria de terminar desta forma, mas como aqui tudo acontece, seria oportuno fazer uma pergunta: “será que existe alguma coisa, nesse bastidores, que não sabemos?”
Abraços do Gigi 

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