1 de mar. de 2010

Seneme nota 1000

Os meus amigos, a esta altura do campeonato, devem estar pensando que pirei de vez por estar elogiando um árbitro. Na verdade estou aplaudindo um ato totalmente isolado, pois todos têm consciência plena pelo que tenho manifestado ao longo do tempo, e sei que não deixei dúvida alguma sobre a minha aversão aos ditos cujos (meu amigo Dr. Hélio Agostinho com certeza endossará este meu testemunho).

Só quem nasceu e viveu no mundo da bola, disputando desde as peladas de rua até os jogos oficiais, é que tem a noção do quanto esta figura é perniciosa no âmbito da legalidade. Jogando na várzea então, foi quando adquiri este trauma já na minha infância, quando os clubes chamados no sentido figurado de “clubes de esquina” ou de “Camisa e bola”, isto porque não tinham campo, quase sempre eram suas vítimas e acabavam contribuindo para a coleção de partidas invictas do time mandante. Portanto, esta minha repugnância a eles tem muito fundamento.

Agora vamos ao fato acontecido no jogo entre Corinthians e Palmeiras, quando Seneme expulsou o lateral Roberto Carlos com apenas alguns minutos de partida, em uma jogada extremamente condenável pela regra do futebol que é o carrinho, que por sinal é a sua marca registrada. Mas, infelizmente, a sua enérgica decisão foi apenas um repente que acontece de quando em quando. No primeiro momento me fez lembrar de “Armandinho” que adorava crescer em cima das vedetes, no entanto, foi um simples deslize de sua parte.

Lamentavelmente esta regra não é seguida à risca, e, portanto, acaba não coibindo a sua prática, aliás, não somente esta como outras tantas.
Como já afirmei em outra crônica, quanto melhor o árbitro na sua condição técnica, mais poder de manipulação e condução de uma partida ele tem.

Outra observação válida neste momento e que não poderia passar em branco, é sobre como eles encaram os iniciantes “filés de borboleta”, caso do Neymar do Santos F.C., que vem sofrendo com a truculência do futebol moderno e também vítima da má interpretação de suas majestades, os árbitros, de que futebol é pra homem, deixando de punir com severidade os trogloditas da bola, contribuindo assim para o abominável futebol força. Para comprovar esta minha afirmativa, basta assistir aos vídeos dos jogos em que este menino participou e confirmar todas as agressões sofridas por ele como, socos, pontapés, cotoveladas, etc.
Um dia, quem sabe, a utopia da lisura e do discernimento vencerá, e aí sim, teremos o deleite de reviver o futebol alegre desta molecada que tem como paradigma o nosso saudoso Garrincha.

Abraços do Gigi

Nenhum comentário: