21 de abr de 2010

Relincho

Torna-se cada vez mais insustentável a obrigatoriedade do Dunga atender a aclamação geral sobre a convocação de Neymar e Ganso. A pressão se faz maior ainda pelos sete gols marcados por Neymar em cinco dias.


Não seria eu, também, estúpido a ponto de não entender o pensamento de Dunga quanto a sua soberba, mas, com a contusão do Kaká, a indecisão sobre o comportamento de Adriano que cada vez “apronta” mais, Robinho, que embora esteja jogando bem pelo Santos ainda carece de uma preparação física em nível de seleção, Ronaldinho Gaúcho e sua indefinição, enfim.


Esses problemas devem estar atormentando e muito a sua cabeça, isto porque, tenho a convicção plena de que ele se preocupa mais com suas alternativas de banco para substituição dos acima citados. Portanto, na falta de um Kaká, por exemplo, entraria um Julio Batista, ou Elano, ou mesmo Felipe Melo... aí é brincadeira, pois seria com certeza um desastre.


O pior é que para muitos, afora os problemas, esta seleção já não inspira tanta confiança, embora o nível técnico desta Copa do Mundo esteja muito aquém das copas passadas, mesmo assim, não gostaria de estar na pele dele.


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Nem a pau, Juvenal !

No ano passado havia feito uma trilogia sobre a empáfia dos Bambis, e hoje, mesmo em situação nada privilegiada, ainda vomitam exageradamente vantagem sobre os demais clubes brasileiros. Desta feita através do seu presidente Juvenal Juvêncio que menosprezou o mérito conseguido pelo Santos F.C. afirmando ser este um timinho.


Na verdade, o São Paulo é que caiu na vala comum dos timecos, se de fato prevalecer oconceito de uma grande maioria de torcedores e cronistas sobre o desmerecimento que todos vêm dando aos adversários do Santos F.C. sob a afirmação: “Ah! Golearam porque não jogaram contra ninguém”.

Como havia me manifestado em honra desses clubes, segundo a mídia... fracotes, retorno mais uma vez em suas defesas, só que incluindo desta vez o tão poderoso São Paulo F.C.

Mas, deixemos para lá, pois a torcida do Santos F.C. respondeu à altura a tal ofensa preterida por Juvenal Juvêncio a seu favor, afixando uma faixa a entrada do estádio com os seguintes dizeres: “AQUI, NEM A PAU... JUVENAL!”

Abraços do Gigi

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19 de abr de 2010

O que encobre a empatia

A massa quase sempre é levada pela euforia aceitando o que muitas vezes, no entendimento do mais esclarecido, pode redundar em uma irracionalidade.


Poderia aqui ficar versando sobre este tema com “trocentas” laudas, mas vamos nos ater pura e simplesmente ao sentido genérico da palavra. No caso do Santos Futebol Clube nós queremos, a todo custo, imputar a imagem daqueles monstros do passado nestes meninos que hoje assombram o mundo da bola. Até que alguns correspondem a esta afirmativa, no entanto, outros, como dizemos num linguajar mais popular, ”vão no vai da valsa ”.

Isto faz lembrar aquela citação em que de tanto você afirmar categoricamente que aquela situação é realmente factual, torna-se com o tempo uma verdade. Portanto, um veículo desta condição é a própria mídia que, com seu poder de comunicação e penetração em todas as camadas sociais, acaba sendo o instrumento de uma provável inverdade. É o caso daquela ficção que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes quando Orson Welles, em uma transmissão de rádio, simulou uma invasão de extraterrestres. Portanto, isto acontece muito no âmbito do futebol.

Existem muitos jogadores que por imposição política dos dirigentes de seus clubes, obviamente no interesse de valorizar os seus passes, acabam vestindo a camiseta do selecionado de seu país, sem ter o devido mérito. Este é outro assunto que levaria outras tantas laudas para elucidar este misterioso bastidores. Mas, deixemos de lado e continuemos com o raciocínio do imposto acima, pois hoje a seleção brasileira contém em suas linhas jogadores que se identificam perfeitamente com o elucidado. Sei que não seria necessário, sequer, citar nomes de algumas “inverdades”, fruto de tudo o que foi dito acima. Portanto, usando uma expressão mais popular que exemplificaria todo o enunciado seria: “nem tudo que reluz é ouro”.

Um fato importante e que não poderia deixar de citar com alusão aos meninos do Santos F.C., embora não corresponda sobre o enfoque acima, é a maneira como eles vêm jogando, criando uma expectativa de que será possível rever os padrões antigos e adequá-los a uma nova realidade, ou mesmo desenvolver novos métodos de comportamento e posicionamento em campo, desenhando uma nova geometria, fugindo assim dos tradicionais esquemas táticos.

Abraços do Gigi




Alegria com prazo de validade

Torna-se cada vez mais preocupante descobrir uma forma ideal para educar e encaminhar essa nova garotada do futebol que inicia uma vida abonada financeiramente, assim como alguns em qualquer outra atividade terminam. Isto quer dizer: começam a vida de trás para frente, se sobrepondo a valores essenciais. Portanto, imaginem o quanto é difícil conduzi-los tendo cada um a suas costas, um pai ansioso, um procurador interesseiro, um empresário-investidor ganancioso e por fim, um cartola mancomunado.

A mídia, na sua volúpia por polêmica, fica bastante atenta ao dia-a-dia de cada um desses que se tornam, repentinamente, milionários e vedetes da bola. Agora os meninos do Santos FC caíram na graça deles, uns por simples oposição e outros por dor de cotovelo em defesa dos seus clubes preferidos.

Um dilema que perdura de algum tempo, e nada se fez até agora, é o fato da permanência daquele atleta promissor no clube formador e detentor de seus direitos, o que gera um descontentamento e insatisfação das torcidas em geral.

Infelizmente, criamos na nossa consciência a expectativa de ter a esperança de conviver com os garotos por um tempo mais longo. Mas, no entanto, enfrentamos uma realidade de que assim que formados, lamentavelmente, definimos seu prazo de validade. Portanto, uma felicidade de prazo muito curto.

Sei o quanto é problemático, e irracional para nós, aceitar a idéia das fortunas despendidas mensalmente pelos clubes no que diz respeito a salários. Sabemos que isso é fruto do próprio regime capitalista, porém mesmo assim, ainda alimentamos uma decisão dentro da racionalidade, embora reconheçamos a sua utopia.

É triste, mas esta mensagem tem prazo de validade.

Abraços do Gigi

Curtas e Grossas

01 - Pelé poderia dar o troco em Romário que desta feita desmereceu a convocação de Neymar para a seleção de Dunga, esquecendo-se do próprio Pelé, Zico, Edu, Ronaldo, enfim, até dele mesmo, que foram convocados prematuramente.

02 - Mesa redonda da Jovem Pan comandada por Flávio Prado, debate o 'apagar' das luzes do Cirque du Soleil, time da garotada do Santos F.C., devido ter ganho do Monte Azul por apenas 5 x 0.

03 - O jornal britânico The Times, através de sua última pesquisa, não nega que os ingleses são de fato chegados ao whisky, pois conseguiu fazer o absurdo de colocar no topo dos maiores jogadores de futebol do mundo o Diego Maradona, deixando o segundo lugar para Pelé, simplesmente o Atleta do Século.

04 - Com o falecimento de Armando Nogueira, este gigante da nossa mídia esportiva, aumenta a responsabilidade de Milton Neves que já vinha dando seqüência ao arquivo de dois outros magistrais da reminiscência: De Vaney e Thomas Malzoni. para manter viva a memória do nosso esporte.

05 - Mídia desportiva, descaradamente parcial, julga Neymar como simulador de faltas, provocando com isso a ira de seus marcadores, tanto que na partida contra o Monte Azul tomou três tapas na cara com menos de 10 minutos de jogo. Acabou terminando a partida com 635 faltas recebidas de seus oponentes.

Com respeito ao tópico acima, só ironizando mesmo. Daqui a pouco será vítima daqueles árbitros mal intencionados, como aconteceu com Pelé no início de sua carreira. Tomara que isso não aconteça para podermos nos deliciar com seu futebol romântico e alegre. Para que sirva de exemplo, aconteceu um lance durante a partida em que o beque do Monte Azul, devolveu os tantos dribles por ele tomado, colocando a bola entre as pernas de Neymar, que soube aceitar o belo revide com um sorriso. Assim que deveria ser.

Abraços do Gigi