19 de abr. de 2010

Alegria com prazo de validade

Torna-se cada vez mais preocupante descobrir uma forma ideal para educar e encaminhar essa nova garotada do futebol que inicia uma vida abonada financeiramente, assim como alguns em qualquer outra atividade terminam. Isto quer dizer: começam a vida de trás para frente, se sobrepondo a valores essenciais. Portanto, imaginem o quanto é difícil conduzi-los tendo cada um a suas costas, um pai ansioso, um procurador interesseiro, um empresário-investidor ganancioso e por fim, um cartola mancomunado.

A mídia, na sua volúpia por polêmica, fica bastante atenta ao dia-a-dia de cada um desses que se tornam, repentinamente, milionários e vedetes da bola. Agora os meninos do Santos FC caíram na graça deles, uns por simples oposição e outros por dor de cotovelo em defesa dos seus clubes preferidos.

Um dilema que perdura de algum tempo, e nada se fez até agora, é o fato da permanência daquele atleta promissor no clube formador e detentor de seus direitos, o que gera um descontentamento e insatisfação das torcidas em geral.

Infelizmente, criamos na nossa consciência a expectativa de ter a esperança de conviver com os garotos por um tempo mais longo. Mas, no entanto, enfrentamos uma realidade de que assim que formados, lamentavelmente, definimos seu prazo de validade. Portanto, uma felicidade de prazo muito curto.

Sei o quanto é problemático, e irracional para nós, aceitar a idéia das fortunas despendidas mensalmente pelos clubes no que diz respeito a salários. Sabemos que isso é fruto do próprio regime capitalista, porém mesmo assim, ainda alimentamos uma decisão dentro da racionalidade, embora reconheçamos a sua utopia.

É triste, mas esta mensagem tem prazo de validade.

Abraços do Gigi

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