25 de out de 2010

O treinador nosso de cada dia

Acredito que hoje a grande maioria dos treinadores obedece a uma máxima de Shakespeare na sua filosofia do ser e estar. Muitos trabalham num mercado inseguro, incerto e, de certa forma, injusto com alguns. Isto quer dizer que grande parte deles estão técnicos e, de fato, não correspondendo com a sua condição de ser.

Defino sob minha ótica a situação dos mais badalados como:

Felipão: com discurso desagregador e com aquela arrogância que é peculiar ao sulino. Embora tenha convivido esse tempo todo na Europa, continua o mesmo.

Luxemburgo: Considerado por alguns da mídia como bom estrategista, ainda peca pelos seus “affairs” familiares. Despenca na tabela do Brasileirão, dirigindo o Atlético de MG, e correndo o risco do descenso. Até que seria um bom castigo.

Muricy: Bom disciplinador. Em contrapartida tira leite de pedra do time do Fluminense. Mesmo assim, com chance de disputar o título. Na verdade, mais por ele mesmo do que pelo próprio time.

Leão: Mesmo tendo rodado bastante, não consegue sair do nada desde quando revelou os Meninos da Vila, em 2002.

Silas: Provando do próprio veneno, já sofre o primeiro revés após ser dispensado pelo Grêmio. Embora iniciante, ainda com muita chance de assumir outro time grande pelo bom desempenho que tem apresentado até hoje.

Celso Roth: Até agora teve apenas o mérito de escalar o Robinho e o Diego, no Santos FC, em 2002. Mesmo rotulado como treinador com prazo de validade, pois não consegue concluir nenhuma temporada por clube nenhum desde 99, no entanto, com grande chance de entrar para o rol dos bons treinadores. Iisso se conseguir o título de campeão da Libertadores pelo Internacional.

Mano Menezes: Na condição de “Já que não tem tu, vai tu mesmo”, saiu-se bem no seu primeiro teste na Seleção Brasileira vencendo um jogo amistoso, mas, com um desempenho surpreendente. Foi inteligente e atendeu a um pedido geral usando de uma prerrogativa que faz lembrar os grandes treinadores do passado, em que atuavam mais fora de campo aplicando a filosofia do agregador e da psicologia motivacional delegando aos craques do time, o comando dentro de campo. Para isso, usou um chavão dos lobos antigos como Lula e Feola, em que distribuíam as camisas com uma humilde afirmação “Entrem em campo e joguem o que sabem”.

Abraços do Gigi


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