1 de mar. de 2010

Aqui se faz, aqui se paga

Mais velho do que andar para trás é discutir as diversas controvérsias que o futebol nos apresenta. No entanto, no momento em que vivemos, elas sempre acontecem apenas com roupagem nova. Desta feita, citarei o caso de dois treinadores que terminaram o Campeonato Brasileiro de 2009 no top de linha, Luxemburgo e Muricy, os quais me refiro de forma jocosa como: “Eu xou o dono” e o “Masca Chiclete”.
Duas personalidades totalmente distintas no âmbito da bola. Um, se promoveu através de um marketing mais em cima do bla,bla,bla do que por conhecimento, ou mesmo, competência, porque se assim fosse, não deixaria chegar ao ponto que chegou.

O outro, um temperamento controvertido até consigo mesmo. Mostrando apenas um lado que até certo ponto é favorável no comando de um plantel, o que diríamos na gíria futebolística: “ele fala a mesma linguagem dos jogadores”. Expressão esta, que define o quanto é difícil lidar com eles.

Dr. Carlos Alberto Gouveia Braga, traumatologista e especialista em medicina esportiva, com prática há quase quarenta anos no comando do departamento médico de vários clubes, inclusive no exterior, que não me faça mentir sobre a afirmativa acima. Por todo esse know-how adquirido no convívio diário com o jogador de futebol, acredito ser ele hoje um PHD em manha de jogador.

Enfim, hoje passados apenas dois meses do ápice da glória desses dois técnicos, haja vista no início do ano serem os mais requisitados e badalados no mercado de trabalho com seus passes sendo os mais aviltantes, estão praticamente limitados a condições pouco louváveis. Isto mostra, nada menos, o quanto é volátil este mercado.

Luxemburgo, no Galo Mineiro, tenta a todo custo (acho melhor empregar um termo mais justo, que seria: a menos custo) sobreviver e amargar todas as suas tentativas inglórias. Já para o Muricy não existe outro termo mais adequado do que sucumbiu a si próprio, ficando no purgatório. Nesse tempo de descanso, que sirva de reflexão quanto a sua postura diante da imprensa, ponto fraco de sua carreira, que deve, sem dúvida, trabalhar melhor o seu ego.

Na verdade, ambos obedecem "ipsis litteris" a um ditame popular: “Um dia no céu outro no inferno”.
Portanto, não sei se caberia aqui aplicar a Lei Divina, por terem correspondido a um dos sete pecados capitais, de que aqui fazemos e aqui pagamos pelos nossos erros.

Abraços do Gigi

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