12 de jul. de 2010

Infiel Majestade

Venho já de algum tempo me esgoelando na defesa do futebol arte, na manutenção da hegemonia que nos pertence desde a sua descoberta, e pelo visto parece que tudo esta indo por água a baixo.


Incrível como fazem de tudo para terminar de vez com a beleza da ginga, do balanço, da malícia, daquele jogador malemolente que sussurrava na sua orelha chamando-a de meu bem. Enfim, se entregam por ninharia as vontades dos cafajestes e dos maus intencionados.

Agora, ainda mais esta que considero uma verdadeira traição.

Teci os maiores elogios a ela, Sua Majestade, a bola, e, no entanto, fui covardemente traído. Ela rejeita e reluta em ficar aos meus pés. Quando a lanço, sai em disparada sem obedecer a ninguém e nem a mim mesmo.

Ovalou-se perdendo toda a sua silhueta de uma circunferência perfeita. Anda por aí, nos pés de qualquer um, ignorando por completo aqueles que a tratam com carinho.

É pena que ela tenha se vendido, ou melhor, se prostituído em busca de companheiros infiéis.

E o pior de tudo é que ela, mesmo assim, ainda tem o consenso de uma grande maioria que se acovarda mediante seus patrocinadores.

Esta Copa do Mundo, com certeza, estará perdendo todo o seu brilho para esta infiel parceira, a toda poderosa jabulani.

Fico ainda mais triste por eles, embora muito poucos craques como Messi, Cristiano Ronaldo, Robinho, Rooney, Kaká, que não poderão mostrar todas a suas habilidades.

Abraços do Gigi

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